SUA VIDA EM UM LIVRO. JÁ PENSOU?


Olá, caro(a) leitor(a). Analise o título do texto de hoje. Você considera a sua vida insignificante ao ponto de ninguém se interessar por ela? Se a resposta for sim, pense no que você pode fazer para mudar essa situação.

Ultimamente venho revendo alguns conceitos, buscando asfaltar os caminhos. Você deve estar perguntando: Como assim asfaltar os caminhos? Sim, asfaltar. Costumamos definir o que vamos fazer, como iremos fazer, por onde ir, mas esquecemos que a estrada por muitas vezes é ruim, de barro, com buraco, mato e etc. Mesmo você sabendo que este é o melhor caminho. O que fazer para então melhorar essa estrada. Asfalte-a!

Sinto-me caminhando para o novo ciclo que citei em um texto do dia 25 de setembro de 2007 (é só procurar aqui no blog). Aquele dos cinco anos. É natural, não podemos evitar e, em virtude disso, venho buscando amadurecer as idéias e os comportamentos diante de novas necessidades que surgem com o passar do tempo; afinal, querendo ou não, estamos ficando velhos. Ando lendo bastante sobre negócios, empreendedorismo, assisto à palestras pela internet, enfim, busco informações para agregar ao meu cotidiano que cada vez mais está deixando de ter responsabilidades comuns.

É a partir desse momento que surge aquela sensação de estar imediatamente disposto a assumir o risco, ou seja, meter a cara. É isso o que você quer? Então abrace com todas as suas forças e ame (eu disse ame) aquilo que você faz, tem ou quer alcançar. Pode ser em vários aspectos: trabalho, família, relacionamento... Senti que hoje é o meu momento de agarrar pra valer, pois é um ciclo de 5 anos (qual é a locução adjetiva refernte a 5 anos?) delicado, uma vez que está no meio de uma fase de transição de uma idade mais jovem para uma mais madura e centrada em diversos ideais.

Tá, mas o que isso tem a ver com o título do tópico? Já pensou em escrever a sua vida não apenas citando o passado, mas também o futuro? Imagine que aquilo que você escreveu se transformou em um livro, com o seu nome, capa bonita, uma enorme frase de sucesso ilustrando a mesma... Escreva. Um pouquinho todos os dias. Reveja os melhores e os piores momentos da sua vida. Os piores porque em seguida vem a superação que serve de estímulo. E um livro, qualquer que seja, chama a atenção do leitor por essas oscilações do bom e do mau que acontece no conteúdo. Relate de forma objetiva os fatos principais que foram responsáveis por você ter chegado até aqui. Após isso vem a parte que eu considero a mais legal: falar do futuro. Tudo bem, ainda não aconteceu, o futuro é imprevisível... Você mais uma vez deve me interromper e dizer: "Alex!!! Que loucura é essa de desafiar o destino? Somente Deus define o nosso futuro." Sim, eu sei. Mas ele nos dá o dom, a força de vontade e a determinação para traçarmos nossos caminhos. Ou você acha que pessoas de sucesso ficaram esperando sentadas?

Comece a escrever o seu futuro com base em suas metas. A propósito, você tem metas, não é? Se não tem, determine-as, pois é a partir delas que iremos "brincar" de escrever nosso futuro. Partindo do momento atual, defina o que pretende fazer, mas sempre utilizando o verbo pretérito como se já tivesse feito. Sua biografia estimada (podemos chamar assim) pode terminar no momento que você achar melhor. Não termine a biografia com a sua morte, pelo amor de Deus. Falar de morte quando temos em mente coisas boas para o futuro parece ser tão desmotivador. Termine sua biografia como se estivesse em uma execelente fase da vida, com experiência pra dar e vender, esbanjando alegria e inspirando jovens sonhadores. Garanto que isso servirá de estímulo para você realmente conquistar boa parte dos seus anseios, das suas utopias. Tome apenas cuidado para não envolver pessoas e as vontades delas em seus anseios. Cada um é cada um. A menos que a pessoa também tenha os mesmos pensamentos que o seu. Jamais diga em sua biografia que você se casou com Fulano(a) de Tal e com esta pessoa teve três filhos que se formaram na mesma área que você. Você sabe se Fulano(a) quer casar com você e quer ter filhos (três ainda por cima)? E se após esses filhos crescerem, eles vão querer atuar na mesma área que a sua? Não estou dizendo para você ser egocêntrico, porque não conquistamos nada sozinho. Apenas não cite nomes quando for falar do futuro, afinal, pessoas entram e saem das nossas vidas constantemente. São poucas as que irão até o fim com você e isso é indeterminado, por mais que você esteja firme em uma relação.



Mas, qual é o propósito de colocar a vida que você viveu e ainda não viveu em um papel em branco (no Microsoft Word também)? Vender mais tarde para que ela se transforme em um Best-seller? Se não for de sua vontade, não precisa. Caso você não queira nem sequer mostrar para alguém, não importa. Escreva para você. Faça esse balanço e prospecções de sua vida e leia e períodos alternados. Será a forma de você analisar o que tem sido feito para mudar ou não a sua vida. Falo isso porque comecei recentemente a escrever a minha biografia e mesmo ainda no começo, eu estou adorando. Antes de começar, você pode fazer um breve resumo igual aqueles das orelhas dos livros onde diz "Nota do Autor".

Garanto que será um ótimo exercício e pelo menos meia hora do dia dedicada a isso não vai lhe fazer mal algum, pelo contrário, dará mais dinâmica para a sua vida e quem sabe você não se torne mais determinado em alcançar seus objetivos porque está escrito alí?

Um grande abraço e até a próxima.

Poeira Publicitária - Nº 03

Olá visitante deste singelo mundo. Trago hoje mais um episódio da série Poeira Publicitária e mais uma vez resolvi segmentá-lo. Apresentarei alguns comerciais clássicos de marcas que são sinônimos de produtos. Mas antes, explicarei o que significa isso.

Uma marca vira sinônimo de produto quando ao invés de chamar achocolatado de achocolatado, você o chama de Nescau, por exemplo. Em muitos casos, a marca representa um produto de forma tão intensa que nós o conhecemos apenas pelo nome da marca. Um exemplo forte é Xerox. Atribuimos o nome da marca da fotocopiadora para qualquer tipo de fotocópia. Quem já não viu a famosa plaquinha: "Tiramos xerox" ou frases como "Traga uma xerox da sua certidão de nascimento". Eu, particularmente, acho isso fantástico e é o orgulho de toda empresa ver a sua marca virar sinônimo de produto. Então vamos a alguns exemplos:



Este foi um dos vários vídeos dos Cotonetes. O homenzinho azul foi o garoto-propaganda da marca no lançamento do produto no Brasil na década de 70. O público simpatizou de tal forma com o produto que este, assim como seu personagem, sairam da mídia, mas até hoje têm uma presença marcante nos lares brasileiros. O homenzinho azul ainda está presente nas embalagens. Talvez as pessoas mais novas nem imaginam o porquê dele alí. E o melhor de tudo foi fazer da marca um sinônimo de produto, pois independente da marca que for, sempre será o produto Cotonete. Ou vai me dizer que você foi ao supermercado ou à farmácia e trouxe uma caixa de hastes flexíveis com pontas de algodão, o verdadeiro nome do produto? Ah! Conta outra, vai.

Vamos ao próximo:



"Tá com dor de cabeça? Toma uma aspirina que passa." Aspirina virou sinônimo de comprimido para dor de cabeça. Pode ser qualquer outra marca, mas o termo utilizado é aspirina. Hoje isso não acontece com tanto impacto, mas no começo - é claro com a propaganda (viva!!!) associada a marca Bayer e ao seu quase centenário slogan "Se é Bayer, é bom" - qualquer comprimido que aliviasse a dor era chamado de aspirina.

O próximo eu acho fantástico:



Quando eu me mudei para o Paraná, percebi essa marca como sinônimo de produto na região. Talvez no sudeste também seja. Acontece que cueca lá no norte, é cueca mesmo. Ponto e acabou. Por outro lado, aqui no sul, as pessoas chamam cueca de zorba, ou seja, a propaganda da marca de roupa íntima masculina fez tanto sucesso no sul do país que Zorba virou um sinônimo de produto por aqui. Sem contar que este comercial da Zorba é considerado um dos clássicos da propaganda brasileira.

E para encerrar, não poderia deixar de fora um dos maiores exemplos de marca como sinônimo de produto:



Bom Bril não se resume somente à esponja de aço. Trata-se de uma empresa que atua no setor de higiene e limpeza doméstica com uma variedade em sua linhas de produtos, mas a esponja de aço é o seu produto principal. Este alavancou suas vendas e tornou-se presente em 90% na preferência dos consumidores graças ao seu garoto-propaganda recordista, o ator Carlos Moreno que já gravou mais de 350 comerciais para a linha de produtos Bom Bril. Carlos Moreno foi tão importante para a empresa que após a sua saída, em 2004, o produto perdeu terreno no mercado para outros concorrentes, principalmente a Assolan. Em 2007, Moreno assinou um novo contrato de tempo indeterminado para que a Bom Bril saísse do sufoco da concorrência. No vídeo acima você pôde acompanhar os melhores momentos desses 30 anos de Carlos Moreno como garoto-propaganda da Bombril e que fez desta marca sinônimo de esponja de aço.

Posso citar vários outros exemplos como Maizena (amido de milho), Durex (fita auto-colante), Q-boa (água sanitária), Leite Moça (leite condensado), Gillete (lâmina de barbear), entre outros. Há alguns que você nem imagina que seja uma marca, ao invés de um produto. Cito como exenplo o poliestireno. Nome estranho, não é? Pois pasmem. Este é o produto da marca Isopor. Essa relação é parecida com o caso da Xerox.

Antes de encerrar, lembrei de um fato engraçado que um professor, que tive na faculdade, - o grande mestre Everton Arruda - citou a respeito do Nescau como sinônimo de produto. Conta-se que em uma pequena cidade foi lançado um achocolatado em pó que não lembro o nome, mas o chamarei de Chocolex em minha homenagem. Numa ação de merchandising em um programa local, o garoto-propaganda em posse do produto soltou a seguinte pérola: "O nosso nescau é melhor que qualquer outro nescau que tem por aí. Por isso o melhor nescau é o Chocolex". Não preciso dizer mais nada, não é?

O Poeira Publicitária teve um lado mais didático hoje e espero que tenham gostado.

Um abraço e até a próxima.

Simplesmente foi uma moda.

Olá visitante do meu mundo. Trago hoje um assunto que nasceu em uma comunidade do Orkut outro dia. O assunto abordado era o Rock Nacional dos anos 80. Conversa vai, conversa vem, cheguei a uma conclusão que resolvi abordar aqui. Vamos a ela então.



Quem viveu - e até quem não viveu – a década de 80, sabe muito bem que o rock nacional foi bastante presente na mídia. Com o embalo, surgiram muitas bandas de peso e que hoje são consideradas ícones do rock brasileiro. De cada cinco músicas que tocavam na rádio, três eram rock nacional. Esse estouro ganhou força maior com a primeira edição do Rock in Rio em 1985. O Brasil era palco de um dos maiores festivais de Rock do mundo e em virtude disso, muitas portas se abriram para as bandas nacionais.

A mídia alavancou as bandas que estavam no auge e possibilitou o surgimento de várias outras. Os artistas eram vistos como verdadeiros Rock Stars. Em um Globo Repórter, houve uma matéria exclusiva para mostrar o dia-a-dia do RPM. Fãs histéricas na porta do hotel, segurança reforçada, shows lotados... Mas por que tudo isso? O Rock Nacional daquela época realmente foi bom? Ele foi melhor do que é hoje?

Cheguei a conclusão de que o rock nacional da década de 80 não foi melhor do que hoje e as bandas atuais não são a “porcaria” que muitos dizem serem. O que o rock nacional teve na década de 80 foi uma maior atenção da mídia. A TV, as emissoras de rádio, entre outros meios, deram uma certa importância maior para o gênero. Você, que está lendo este texto, acha que a banda Dr. Silvana & Cia faria sucesso hoje com a música “Serão Extra”? Aquela que diz “Eu fui dá mamãe...”? Não cito somente eles, mas outras diversas bandas que apareceram aos montes naquela época e que hoje nós ainda gostamos bastante. Muitas daquelas bandas, se estivessem nascendo hoje, não passariam de bandas undergrounds buscando um lugar ao sol em sites alternativos como o Trama Virtual e o Palco MP3.



Um exemplo de que a atenção dada pela mídia naquela época foi maior do que a de hoje é o fato de muitas bandas ainda terem continuado seus trabalhos e que para muitas pessoas elas acabaram. Foi o som delas que ficou ruim ou fraco? Não, pelo contrário, continuam a fazer belas canções e ter a mesma enregia. Posso citar diversas bandas como Nenhum de Nós, Uns e Outros, Plebe Rude, Capital Inicial entre outras tantas que sempre se mantiveram na estrada, mas que a mídia não deu nenhuma importância. Esta última voltou para a mídia dez anos depois graças a um Acústico Mtv.

Seria então o Rock Nacional a “modinha” dos anos 80? Hoje o termo “modinha” é bastante utilizado para destacar algo que está em evidência em grande escala. Ou seja, é uma tendência. Só se ouve falar, só se ver na TV, na revista, em todos os lugares. Enfim, moda mesmo. Por mais que eu considere o uso do termo “modinha”, uma modinha também (sem ser redundante) chego a conclusão de que o rock nacional dos anos 80 só fez sucesso e só é lembrado porque ele foi a moda daquele ocasião. Tudo isso porque muitas das bandas não acabaram, continuaram, mas foram engolidas pelo desprezo da mídia porque a moda simplesmente passou. Qual é a moda mais próxima do rock nacional hoje? É o Emocore. Um dia essa moda vai passar? Claro que sim. Inclusive acredito que ela já está chegando ao seu extremo. Essas bandas de Emocore existiam antes da moda? Sim, elas inclusive entupiam o banco de dados do site Trama Virtual. Depois que passar a moda elas vão morrer? Não, irão continuar, mas sem a mínima atenção da mídia; da mesma forma que aconteceu com várias bandas símbolos da década de 80.

Não considero o atual rock nacional ruim. Existem centenas de bandas boas por esse país afora mostrando seus trabalhos de forma independente e são tão boas quanto as bandas dos anos 80. O rock nacional possui uma identidade e esta nunca foi perdida e considero uma tamanha ignorância dizer que o rock atual produzido no país não presta e que bom mesmo é da década de 80. Dizem isso porque a mídia contribuiu e fez dele uma moda inesquecível. Se Pitty e Cpm 22 tivessem participado do auge dos anos 80, elas não seriam apedrejados. Não falo isso em defesa desta ou daquela banda, mas sim em defesa do Rock Nacional.

Antes de me despedir, deixo a dica de uma rádio ótima 100% rock nacional:
www.cidaderockbrasil.com.br


Um abraço e até a próxima.

MEMÓRIA 80/90 - Nº 07

Olá leitor(a) deste singelo blog. Para quem estava ansioso, trago hoje mais uma edição do Memória 80/90. Convido você a fazer mais uma viagem pela nossa infância que hoje se resume em saudade. Veja o vídeo abaixo:



Lembrou? Se não, eu ajudo a lembrar. Carrossel foi uma telenovela mexicana transmitida no Brasil pelo SBT no início dos anos 90. Ela foi transmitida quatro vezes. A novela tornou-se uma febre em todo o país abordando sobre diversos assuntos em seu enredo como religião, racismo, valores humanos, violência e drogas. Os personagens cairam no gosto dos brasileiros e cada um deles possuia uma característica que encantava os telespectadores.

Desses personagens podemos citar vários. Entre eles Cirilo, o menino negro e pobre que era apaixonado pela rica e egoísta Maria Joaquina que desprezava seus colegas (paixão cega mesmo); Laura, a gordinha romântica; Jaime Palilo, o garoto de bom coração mas que era péssimo nas notas da escola; Paulo Guerra, o menino problemático que aprontava todas; Valéria, a garotinha meiga e amável que se esforçava ao máximo para ajudar os pais; entre outras crianças.

As crianças estudavam a segunda série e tinham oito anos de idade. A doce Professora Helena comandava essa turminha e com eles passou por momentos de alegria e de tristeza. Era a professora dos sonhos de muitos alunos. Na trama haviam ainda outros personagens como a autoritária Diretora Oliva e o porteiro Firmino, este grande amigo dos alunos.

A novela fez um sucesso enorme no Brasil. Tanto que os personagens eram convidados para serem garotos-propaganda aqui. A atriz Gabriela Rivero que interpretou a Professora Helena chegou a descer a rampa do Congresso Nacional com o Presidente da República (Fernando Collor na época).

Alguns anos depois, a novela ganhou uma continuação chamada "Carrossel das Américas" que não era bem uma continuação, mas sim um remake; ou seja, a mesma trama e os mesmos fatos. Em 2002 foi feita uma outra versão chamada "Viva às Crianças! - Carrossel 2". Porém, nenhuma dessas versões marcou tanto quanto a original de 1989. Há comentários de que o SBT irá produzir um remake da novela mas não é nada certo.

E se você assistiu e tem curiosidade em saber como estão os atores hoje, o vídeo abaixo mata um pouco dessa curiosidade. Veja:



Espero que a postagem de hoje tenha despertado um pouco da sua infância. Esse é o prazer que tenho toda vez que publico uma edição do Memória 80/90.

Tenha uma ótima semana e até a próxima.

O dia em que o Orkut virou Yogurt e mais alguns pensamentos.



Orkut e o dia da Mentira

Hoje, 1º de abril, os usuários do Orkut tiveram uma surpresa engraçada ao abrir a página inicial dos seus perfis. No alto da página, onde normalmente fica a marca do site, apareceu o nome "Yogurt" ao invés de "Orkut". A intenção da mudança foi brincar com os usuários em virtude do "Dia da Mentira". A idéia nasceu da forma carinhosa que os usuários chamam para o site de relacionamento. Quem nunca chamou o Orkut por esse nome? A discreta brincadeira passou despercebida por muitos usuários. O diretor de comunicação da Google Brasil afirmou que a mudança foi apenas para o dia de hoje. É comum o Google ilustrar suas páginas de forma temática; e como o Brasil é o país com o maior número de usuários do Orkut, nada como uma brincadeira levando em consideração os costumes do país. Isso rendeu boas risadas dos usuários que foram pegos de surpresa. Eu fui um desses.

O Orkut e o Brasil

Abrindo uma exceção, a postagem de hoje eu dividi em tópicos. Antes de tudo, não estou imitando o blog do Alex Periscinoto (veja o link ao lado, pois vale a pena), mas é que um assunto resolveu puxar o outro. Então vamos lá.

O site de relacionamentos Orkut foi criado nos Estados Unidos em 2004 por um engenheiro homônimo do Google e, de lá pra cá, presenciamos várias mudanças. A maior delas foi a invasão de brasileiros, tanto que o Brasil representa 54% (até hoje) dos usuários do site, seguidos de Índia (17%) e Estados Unidos (15%). Porém, esse número de brasileiros pode ser maior, uma vez que muitos usuários adotam outra nacionalidade no perfil. O fato dos usuários de outros paises terem deixado o Orkut foi devido essa invasão brasileira. As comunidades estrangeiras estavam sendo dominadas por tópicos em Português o que deixou os membros de algumas isolados em meio a essa invasão. O Orkut está tão "abrasileirado" que muitas das ferramentas e inovações surgiram atendendo a pedidos de usuários do Brasil, a primeira delas foi a opção do site na língua portuguesa. O caso do "yogurt" é um exemplo claro disso.

A guerra dos cadeados



Uma das última mudanças radicais do Orkut foi limitar o acesso às informações dos usuários no bloqueio de fotos, vídeos e recados. As opiniões sobre isso andam equilibradas. Há o time do contra, há o time do a favor. Eu confesso que me encontro no time que não concorda com essas limitações. Sempre defendi a idéia de que o Orkut não é privacidade e de uma forma ou outra, estamos sendo vigiados. Um prova disso foi uma época em que eu estava interessado em adquirir um Notebook e comecei a trocar e procurar informações dos melhores modelos usando o Orkut. Após isso, recebi um bombardeio de spans de ofertas de Notebooks na minha caixa de entrada do G-mail, que por sua vez também é do Google.

O orkut é um site público e exposto para mais de 23 milhões de usuários. Ou seja, quer privacidade, saia dele. Ao mesmo tempo que ele bloqueia álbum de fotos e permissão para deixar recados, por exemplo, o site se contradiz quando diz que ajuda seus membros a criar e manter amizades. É comum reencontramos pessoas, velhos amigos por meio do Orkut. Como vou conhecer e abordar pessoas novas se mal posso visualizar o perfil? Recentemente, um velho amigo que eu não via há 13 anos me encontrou e isso graças ao fato do meu álbum estar desbloqueado, pois a minha foto do perfil não estava ajudando no reconhecimento, afinal foram 13 anos passados. O mesmo não teria conseguido se aproximar, caso a minha página de recados estivesse bloqueada para não receber recados de estranhos. Ele seria obrigado a me adicionar sem ter a certeza de que era eu mesmo. Você ao ler este texto deve estar me achando o maior bisbilhoteiro do Orkut que existe. Na verdade não sou assim, porém não abro mão de visitar perfis de pessoas para saber o que elas pensam. Adoro ler a descrição "quem sou eu". Afinal, do que adianta escrever, publiciar fotos, vídeos se somente eu posso ver?

Claro que alguns dos que são a favor não usam a simples desculpa da privacidade, mas temem das fotos serem roubadas e de serem criados perfis falsos com suas informações. Infelizmente estamos sujeitos a tudo nesse mundo. Mas já notaram que na tentativa limpar uma sujeira serviu para espalhá-la mais ainda e ficar aquela "caca" horrível? Com álbuns bloqueados, comunidades com fóruns ocultos para não-membros, entre outras limitações, permitiu-se a proliferação de crimes como organizações de torcida (considero isso um crime porque o intuito não é de torcer), pedofilia, formação de quadrilha, entre outros. Isso imnplica no aumento de comunidades de facções criminosas, troca de fotos de crianças nuas entre membros pedófilos e seus respectivos álbuns com cadeados. A pedofilia na internet nunca esteve tão em alta nos noticiários. É evidente o porquê. A questão de se preocupar com o próprio ego na hora de aprovar os cadeados no Orkut, deixa de lado uma preocupação maior com a sociedade. É o mesmo que dizer: "Ah, eu não ligo se vai aumentar o crime no Orkut, pois sempre teve, mas as fotos das minhas férias nos Alpes Suiços e dos meus cachorrinhos estão protegidas". Enquanto isso, seus filhos e irmãos estão se prostituindo e entrando para o crime pelo Orkut, mas você não sabe porque os mesmos usam perfis protegidos e só quem faz parte da quadrilha e da prostituição sabe que seus "mais chegados" pertencem a essa vida de criminalidade. Sua filha ou irmã posta fotos nuas e você é crente que a mesma é uma "santa". Falo isso porque já vi de tudo no Orkut. Pode ser que o bandido nem esteja querendo clonar o seu perfil, pois ele está muito ocupado combinando por scraps de assaltar a sua casa que nem sequer foi vista pelo álbum do Orkut.

O problema maior é que dificilmente o Orkut voltará atrás e pode ser que mais limitações ocorram o que pode fazer do site um antro de criminalidade e de pessoas de má índole. Eu já vi álbuns em que seus donos exibem armas de fogo com orgulho. Muitas dessas armas em posse ilegal em mãos erradas.

Quero apenas deixar claro que esta é a minha opinião. Há aqueles que podem ir contra a minha posição diante do assunto e eu concordo e respeito, mas temo pelo o que pode acontecer em virtude disso. O Orkut protegendo seus usuários, porém deixando de lado a sociedade na qual eles estão inseridos.

Bom, de forma alguma quero parecer radical diante daqueles que têm opinião contra, mas é esse o meu ponto de vista sobre o assunto.

Para quem leu, obrigado. Seu comentário e opinião serão de grande importância para este blog.

Um abraço e até a próxima.