ROCK DO MÊS: ENGENHEIROS DO HAWAII


A banda homenageada deste blog no mês de janeiro não poderia ser outra. No último dia 11, os Engenheiros do Hawaii completaram 25 anos de existência. Ao mesmo tempo que soavam as primeiras notas no lançamento do Rock in Rio, em 1985; alguns jovens gaúchos comandavam a festa na Faculdade de Arquitetura de Porto Alegre. Nascia ali, meio que quase na brincadeira, uma das bandas brasileiras que eu mais admiro.



Um ano depois, é lançado o primeiro dos 17 discos que escreveu a história dessa magnífica banda. Compreendida por poucos, mas que tem uma legião de fãs que idolatram o líder que nesses 25 anos fez dos Engenheiros uma banda viva e representativa: Humberto Gessinger.

Gessinger é, na minha opinião, um dos maiores poetas da nossa música. Porém, sua conduta um tanto mais discreta, sem muitas loucuras, características estas da maioria dos líderes de banda, o fazem ser um pouco esquecido pela mídia. Foi com esse comportamento mais reservado que ele assumiu a autoria das letras da banda. Letras que admira-se pelas inúmeras interpretações por parte dos fãs. Ouvir Engenheiros do Hawaii não é simplesmente apreciar o som da banda, mas também compreender as letras filosóficas do poeta Humberto Gessinger.

Tudo bem que parece estranho dizer que os Engenheiros estão completando 25 anos, uma vez que a mídia, a mesma que pouco lembra deles, afirma que a banda decretou seu fim logo após a turnê do Acústico Novos Horizontes em 2008. Pior são aqueles que se dizem fã, que afirmam que a banda acabou em 1993 após a saída de Augusto Licks.

Esse é outro ponto que gostaria de chegar. Sempre admirei todas as formações da banda e cada um dos mais de 12 músicos que já passaram por ela. Cada um deles sempre acrescentou alguma coisa aos Engenheiros do Hawaii. Mas voltando ao tal fim, há apenas o hiato. O fim não foi declarado oficialmente e não duvido nada que Humberto Gessinger decida comemorar esses 25 anos em uma turnê surpresa.

Contudo o hiato dos Engenheiros está sendo muito bem preenchido com o projeto Pouca Vogal. Quer dizer, de projeto não tem mais nada, pois o mesmo vem sendo muito bem elogiado e com um DVD que acabou de sair do forno. Trata-se da parceria de Humberto Gessinger e Duca Leindecker do Cidadão Quem.



Sem contar que os 25 anos dos Engenheiros do Hawaii estão narrados no livro "Pra Ser Sincero", lançado recentemente e de própria autoria do Gessinger. Ainda não tive a oportunidade de ler o livro, mas certamente será a minha aquisição na próxima visita à livraria.

Fim dos Engenheiros? Vir até aqui pra desistir agora não condiz com os pensamentos de Humberto Gessinger. Muita coisa ainda pode vir pela frente. Quanto a mídia, quem precisa dela? Os fãs estão aí, espalhados por todo o país. Isso é o que basta.



1 Leitores comentaram aqui:

Paulinha disse...

**SEM PALAVRAS**

Nem preciso explicar pq AMEI o post... aliás... Engenheiros do Hawaii foi a causa de nossa amizade... conversas diversas sobre músicas, conceitos, Gessinger (que você conhece PESSOALMENTE e eu não - MALDITO!!!)

Impossível não ler este post e sentir toda sua admiração/paixão por essa banda que DEFINITIVAMENTE não precisa da mídia para ser apreciada...

Não viemos até aqui pra desistir agora... certo?!
"Mas o CERTO é que nós estaremos, com o BETO onde ele estiver..."