Este ano, mas precisamente neste mês de março que se encerra, temos as homenagens a Renato Russo. Se estivesse vivo, o músico e compositor completaria 50 anos em 2010.
A banda deste mês aqui no Blog é a que Renato liderou por quase 15 anos: a Legião Urbana.
A banda deste mês aqui no Blog é a que Renato liderou por quase 15 anos: a Legião Urbana.
A banda nasceu em Brasília e gravou, durante esse período, sete discos, além de mais seis após a morte de Renato. Discos em que a maioria das faixas virou sucesso, tornando-se quase impossível considerarmos alguma canção como "lado B" da banda.
Foi a banda mais influente do Rock Nacional, estando até hoje nas paradas de sucesso seja por meio de gravações próprias, como também através de gravações de outros artistas. É também uma das bandas que mais vendem, mesmo em tempos de crise do mercado fonográfico brasileiro.
Além do mais, a banda conquistou diversos fãs após o seu término, em 1996. As músicas são transmitidas para as novas gerações. Músicas essas com letras que retratavam o cotidiano dos jovens e com melodias simples que até hoje estão presentes em rodas de violão. Renato Russo dizia que para tocar uma música da Legião bastava três ou quatro acordes simples. Era essa simplicidade melódica que caracterizava as canções da banda.
Mas o que fez a Legião arrastar multidões foram as letras onde Renato expressava não somente seus sentimentos, mas também criava histórias, inventava personagens. Cada um com seu propósito. O Cineasta Renê Sampaio já está há alguns anos trabalhando no filme "Faroeste Caboclo", que conta a história presente na música homônima. Muitas datas já foram anunciadas e a mais recente divulgada para o lançamento do filme é dezembro deste ano.
"A Tempestade", o penúltimo disco da banda, traz melodias mais melancólicas. Um verdadeiro corte nos pulsos para quem ouve. É provavelmente o disco mais obscuro da Legião. Também pudera, o mesmo foi gravado enquanto Renato vivia seus últimos dias, dividindo a fraqueza e a dor da doença que tirou sua vida. O álbum foi lançado dias antes da morte de Renato e o álbum póstumo, "Uma Outra Estação", também seguiu essa linha mais melancólica por ser sobra de gravações do disco anterior.
A banda sempre arrastou multidões e muitos fãs nunca tiveram o prazer de assistir a uma apresentação ao vivo. Inclusive eu. Mas alguns registros fonográficos demonstram qual era a energia que a banda passava no palco. Ou melhor, uma troca de energia entre artista e seu público.
Não foi possível continuar a banda após a partida de Renato. Era um fim que já estava predestinado. Dado Villa Lobos e Marcelo Bonfá, guitarrista e baterista da banda, seguiram carreiras solo, mas sem muita expressão. Ano passado a imprensa divulgou notas de que a banda voltaria, mas a gravadora e os próprios ex-integrantes negaram o boato afirmando que Renato é insubstituível.
Contudo, ficam os registros e toda uma história que ainda será contada para outras gerações, pois o Rock Nacional tem uma profunda ligação com a história da Legião Urbana.
Um abraço.


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