sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Dia do Publicitário.



Hoje é o dia do Publicitário. Essa profissão que tanto admiro. Sou suspeito a falar, mas é a minha. Já pensei em ser músico, desenhista, prestei vestibular para Engenharia, Administração, já cursei a metade de uma faculdade de Contabilidade, mas foi na Publicidade & Propaganda que vi despertar em mim um fascínio. Tudo porque ser publicitário é ter várias profissões em uma só. É você saber de tudo um pouco e às vezes ser até comparado a uma enciclopédia ambulante. Eu tenho a plena consciência de que ainda estou longe de ser um profissional completo, mas busco todos os dias por essa excelência. O publicitário é guerreiro. Ele luta, fica estressado, sorri e tem a satisfação de nunca ter um dia igual ao anterior. É uma profissão de oportunidades. Ainda tenho muito o que aprender e é com bastante orgulho que tenho esse aprendizado todos os dias. Uma profissão que antes de tudo deve ser amada pelo seu profissional. Se você quer entrar nessa profissão pensando primeiramente e exclusivamente em dinheiro, desista! Ser publicitário vai mais além disso. Ser publicitário é ter amor à profissão.
Parabéns aos publicitários do planeta. E principalmente aos do Brasil, que fazem da nossa propaganda uma das melhores do mundo.


Ser Publicitário
(Gabriel Maluf Jacob)

Esse profissional tem tanta importância que se encaixaria em qualquer outra situação.
O bom publicitário tem que ser um ótimo jogador, driblar todos os desafios.
Pintor infalível, sabe a cor certa a ser usada naquela peça, e não na parede.
Bombeiro, capaz de apagar muitos incêndios.
Cirurgião plástico, com um software na mão faz tanto milagre que invejaria até Pitangui.
Modelo, tem que saber seduzir como ninguém.
Delegado, não pode prender pessoas, mas tem a obrigação de prender a “atenção” das pessoas.
Ótimo vendedor, vende suas idéias como ninguém.
Maestro, para criar simetria de sua equipe.
Psicólogo, se não entender a cabeça e as influências humanas está perdido.
Chato, se for fazer alguma pesquisa com você, você só não manda a merda porque você é educado e entende que é o trabalho dele.
Economista, tem que saber investir direitinho a verba que o cliente deixou na sua mão.
Palhaço, muitas vezes faz você rir muito.
Um bom advogado, defendendo suas idéias para não causar confronto com o cliente ou algum colega.
Jornalista, porque se não souber escrever vai ser artista plástico.
Político “às vezes”, tem que dar aquela enroladinha de vez em quando,senão não dá.
Criativo? Óbvio!
Vaidoso, podem não parecer, mas todos são.
Muitas vezes um mordomo. Quando todos forem almoçar e você tem que ficar terminando algum trabalho que era pra ontem, será você que irá atender a porta e o telefone.
Poeta, tem que sonhar sim.
Executivo, ser racional é importantíssimo.
Não é santo, mas faz milagres.
Arriscar como apostador de bolsa de valores.
Cautelar como um motorista de carro funerário.
E taxista porque não?! Se não tiver bom relacionamento com o cliente ele nunca mais volta.
O Publicitário é acima de tudo isso, apaixonado pelo que faz.

01 de Fevereiro
Dia do Publicitário

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

MEMÓRIA 80/90 - Nº 05

Em mais uma edição do MEMÓRIA 80/90 trago um clássico - eu disse um clássico - da década de 80. Um sucesso entre a garotada que ficava vidrada na frente da TV nos fins de tarde na extinta TV Manchete. Falo hoje do Fantástico Jaspion:



Jaspion foi um seriado japonês que abriu as portas do mercado brasileiro para diversos seriados deste estilo, o Metal Heroes. Estreiou no Brasil em 1988 na TV Manchete no Clube da Criança (primeiro programa apresentado por Angélica). Jaspion era um garoto Órfão que foi criado pelo profeta Edin, depois que seus pais foram assassinados. Viaja pelo Universo a fim de manter a paz, e chega finalmente a Terra, onde Satan Gosth pretende criar o Império dos Monstros. Mas, para destruir Satan Gosth, é necessário a força do Pássaro Dourado. Começa então uma incasável busca pelas 5 crianças irradiadas pela Luz. Busca essa que percorreu os 46 episódios da série.



Quem é daquela época deve lembrar dos inimigos do Jaspion, além de Satan Gosth. Como exemplo cito MacGaren (o filho de Satan Gosth), Kilza (com sua famosa frase mágica "Berebekan Katabamba"), Titânia, entre outros que duravam apenas um ou mais episódios.

O herói contava com aliados para combater esses inimigos. Entre eles eram Anri (andróide que o acompanhava em suas missões), Miya, Professor Nambara e filhos e outras pessoas.
Seus equipamentos e veículos também eram clássicos. Spadium Laser, Allan Moto Space, Gaibin Tank e muitos outros, não esquecendo do Gigante Guerreiro Daileon (sua nave que, quando necessário, assumia a forma de um robô). Não posso deixar de citar a trilha sonora. Cada situação tinha uma música clássica que despertava as emoções da garotada.

O sucesso com o público infantil foi tão grande que a fantasia do herói era o presente preferido da época. Foi criado um circo que fazia turnê em vários cantos do país para apresentar as aventuras de Jaspion com atores brasileiros. A propósito, devido a isso, espalhou-se um boato que o verdadeiro Jaspion era brasileiro após uma entrevista de um ator no Programa do Jô. Porém o ator da entrevista era o que atuava como Jaspion nas apresentações circenses. Ou seja, o verdadeiro Jaspion nunca foi brasileiro e ele se chama Hikaru Kurosaki, trabalhando hoje como instrutor e guia de mergulho submarino em Okinawa no Japão.

O sucesso continuou até meados de 1992. Com a extinção da TV Manchete, a Rede Record passou a exibir a série até 1995 para depois disso nunca mais vermos na telinha. Foi sem dúvida um dos maiores sucessos da tv brasileira e o Brasil é o país com o maior número de fãs da série fora do Japão.

A qualidade dos efeitos especiais comparando-se com os de hoje é bem inferior, mas na época era um brilho nos olhos vermos os raios lasers, as transformações, os monstros passando por metamorfoses e etc. Outros heróis do gênero fizeram sucesso no mesmo período, mas Jaspion tornou-se o ícone de toda uma geração que vibrava com os movimentos do herói.

Fico por aqui e espero que eu tenha despertado a criança que existe em você. Até a próxima.

Fique à vontade para comentar. Um abraço!

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

MEMÓRIA 80/90 - Nº 04

Olá! Estou aqui com mais um episódio da série Memória 80/90. O que trago hoje marcou a minha adolescência. Trata-se de um programa interativo. O Clube do Hugo, ou Hugo Game.


O programa era transmitido pela CNT/GAZETA e ficou no ar de 1995 a 1998. Era um game em que os telespectadores jogavam pelo teclado do telefone. Hugo era o personagem principal e em diversas situações compreendidas de vários lugares como montanhas, florestas, cavernas, entre outros ambientes, ele tinha que salvar sua família das garras da bruxa Maldícia. O participante que conseguisse chegar até o final, ganhava kits do programa.

O formato do programa foi criado pela produtora dinamarquesa Interactive Television Entertainment e adaptado ao Brasil pela Herbert Richers. O clube do Hugo foi um sucesso de audiência e o programa chegou a receber 170.000 telefonemas em apenas uma hora. Vale ressaltar que os telespectadores não tinham direito ao 0800. Cada tecla do telefone era um comando de movimento do personagem. Seus apresentadores foram Mateus Petinatti, Vanessa Vholker, Rodrigo Brassoloto e Andrea Pujol. Eu peguei a fase com os dois últimos. Eles tinham a função de auxilar o jogador durante o jogo. Hugo, o personagem principal, interagia com os participantes por meio de um monitor.

Eu tinha a sã consciência de que se ligasse para o programa, a conta de telefone viria cara e por isso apenas assistia as aventuras do Hugo. Ele possuía alguns jargões característicos como "Não tem chororô, o jogo acabou!"; "Obrigado, caí sentado!"; "Errei a mira, parei na China."; "Não desanima, que a vida termina.", entre outros. Sua esposa e filhos se chamavam respectivamente Hugolina, Rit, Rat e Rut. Até onde eu sei, este foi o programa de maior sucesso da CNT/GAZETA e hoje ilustrou o Memória 80/90.

Um grande abraço e até a próxima.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Marketing socioambiental... coisa séria mesmo!

O assunto do momento é aquecimento global. Os fatores responsáveis são diversos: poluição das chaminés das fábricas e automóveis, desmatamento e até pum de vaca. Hoje muitas empresas estão investindo em algo a mais: o marketing ambiental. Ele tem uma direta relação com o marketing social que já existia antes. Hoje os dois andam de mãos dadas com um único propósito: destacar um posicionamento positivo de uma organização perante à sociedade. Qual empresa não quer ser bem vista por agir de forma que preserve o meio-ambiente e traga um bem-estar à população e ao meio como um todo?

Por isso, as empresas estão investindo bastante em cima desse propósito. Aí vai da criatividade das agências de comunicação passarem melhor a imagem dessas empresas. Resolvi postar este texto hoje porque vi em um dos meus blogs preferidos de Propaganda & Publicidade uma ação de marketing ambiental que chamou bastante a minha atenção. A agência Saatchi & Saatchi da Dinamarca criou uma ação bem criativa para a WWF (organização que preserva o planeta). Veja a figura abaixo:



A ação tem o objetivo de mostrar como o consumo afeta a preservação das florestas tropicais da América do Sul. Poderia citar aqui inúmeros outros exemplos de ações criativas com o intuito de proteger o planeta, mas quem sabe em outra oportunidade.

E, acrescentando, na Revista Época da semana passada teve uma reportagem a respeito dos esquimós. Os mesmos já estão comprando freezers para conservarem a carne de baleia, alimento essencial para eles. A carne é conservada em buracos escavados no gelo e são mantidas lá em uma certa temperatura ideal. Porém, a carne está descongelando e consequentemente perdendo sua conservação. Aquela velha história de que um bom vendedor consegue vender geladeira até pra esquimó já não está mais fazendo sentido. Eles realmente querem uma geladeira.



Com dizem Humberto Gessinger e Carloz Maltz: "O mundo é teu, é teu umbigo chapado e aquecido".

A coisa está feia mesmo.


Um grande abraço e fique a vontade para comentar.
Até a próxima.

Obrigado.

sábado, 6 de outubro de 2007

MEMÓRIA 80/90 - Nº 03

Olá a todos. Depois de um tempo ausente, a série Memória 80/90 está de volta trazendo mais um grande clássico da nossa infância. Vamos lá então relembrar o quanto fomos felizes nela.





Algumas pessoas, visitantes do blog, pediram que eu citasse este fenômeno aqui na série Memória 80/90 e atendendo a esses pedidos falo hoje de Playmobil. Eu tinha uma variedade desses bonecos. Eram mais de cem e uma quantidade enorme de acessórios como chapéus, espadas, armas, veículos, ferramentas e etc. O auge da minha diversão foi entre sete e doze anos quando eu criava aventuras incríveis com esses personagens. Aventuras policias, espaciais, enfim, eu me tornava um diretor de Hollywood em posse desse brinquedo.

Foi criado na Alemanha e chegou ao Brasil na década de 70 sendo fabricado pela empresa Trol. Com a falência da fábrica, a Estrela voltou a fabricá-lo no início dos anos 90 com formatos variados e design importados da Alemanha. Hoje a Estrela, devido uma crise, não produz mais o Playmobil. Aliás, nenhuma empresa brasileira produz o tal brinquedo. Os que ainda encontramos nas lojas por aqui são importados da Argentina.

É uma pena. Cada vez que publico um texto que lembra a minha infância, comparo com os dias atuais. Percebo que o mercado para crianças anda bastante escasso, seja na variedade de brinquedos, seja na música como foi citado na primeira edição do Memória 80/90.

Fico por aqui e espero que eu tenha resgatado um pouco do saudosismo de você, leitor(a).

Um grande abraço!