sábado, 4 de julho de 2015

RÁDIO CEFET - PROGRAMAÇÃO DE QUALIDADE


Uma das minhas principais características desde criança é fazer aquilo que eu gosto de consumir. Ou seja, com o tempo, por me interessar tanto pelo assunto, além de ser um consumidor, na maioria das vezes eu sempre me torno um produtor.

Como alguns exemplos, posso citar quando tive os meus primeiros contatos com a leitura com os quadrinhos da Turma da Mônica. Eles foram a porta de entrada para pouco tempo depois eu criar meus próprios personagens, as minhas próprias histórias; ainda com limitações na escrita e nos desenhos. Com estes, em particular, nunca fui bom mesmo.

Teve também a experiência de começar a ouvir Rock e consequentemente compor minhas próprias músicas e até montar uma banda por brincadeira.

Atualmente, posso usar como exemplo a minha participação em Podcast. Outro tipo de conteúdo que conheci e passei a consumir há mais de três anos. Quando dei por mim, estava do outro lado, ajudando a produzir e a propagar. Em outra ocasião falo melhor sobre essa mídia aqui no blog.

Mas uma das coisas que mais me deu satisfação em produzir após ser um grande consumidor foi a experiência com rádio que, de certa forma, contribuiu para produzir podcasts agora.

Eu me interessei por música na adolescência, ouvindo Rock. Antes disso, qualquer coisa era música. Qualquer coisa mesmo. Não ligava. Pouco me importava.

Crédito: Rodolfo Cruz
Certa vez, no ensino médio, vi um grupo de alunos, com o apoio do grêmio da escola, organizando uma rádio interna que consistia em uma única caixa de som localizada em uma alta coluna na cantina; cujos fios iam até uma sala que ficava ali próximo. Era a sede do grêmio. Nesta sala havia um antigo aparelho de som, onde geralmente se deixava um cd inteiro tocando. Às vezes alguém falava com microfone. A "rádio" da escola estava inaugurada e se resumia apenas nisso. A caixa, a propósito, foi retirada faz pouco tempo, ficando lá por mais uma década.


Como eu não tinha nenhum envolvimento com a equipe responsável (apesar de um dia eu ter deixado um CD dos Raimundos tocando a manhã inteira), eu só ficava de longe observando e pensando que poderia fazer melhor. 

Nos fins de semana em casa, com o Mini System, eu simulava sequências musicais com os CDs que eu tinha. Aproveitava que o aparelho tinha aquela bandeja onde cabiam três discos e fazia das minhas tardes divertidas, brincando de rádio com as músicas que eu gostava. 

Alguns anos depois, minha paixão por música (Rock) só aumentou. Já contava com um bom acervo em meu computador. E foi em uma madrugada de 2003 para 2004 que eu descobri a magia das web rádios. Emissoras que transmitiam sua programação pela internet. Esta ainda arcaica. Ouvir rádios online com conexão discada era um sacrifício. E sinceramente? Até hoje eu não sei como eu conseguia.

Aquilo pra mim foi fascinante, porque eu não só estava descobrindo uma maneira diferente de ouvir rádio, mas também descobrindo o que era rádio com segmentação. Óbvio que a primeira rádio online que ouvi era de Rock. A vontade de fazer aquilo que eu estava consumindo, tomava conta de mim. Ainda sou ouvinte assíduo de web rádios.

Uma coisa que faz parte da minha vida é que tudo aquilo que desejo ou penso, acaba acontecendo cedo ou tarde; quase que inevitavelmente. É como se eu atraísse pra perto de mim, mesmo sem fazer muito esforço. Ser podcaster foi assim.

Alguns dirão que é destino, lei da atração ou até irão citar "The Secret". Não sei. Mas se eu gostei de algo e sinto que aquilo vai me satisfazer, o universo vai preparar esse algo pra mim; mesmo que seja para daqui a dez anos.

Pois bem... No segundo semestre de 2004, na Faculdade de Publicidade, inscrevemos um projeto em uma feira de tecnologia promovida pela própria instituição: o CEFET-AM, que hoje é o IFAM. Vale lembrar que também fiz o ensino médio em uma das unidades dessa instituição.

A ideia de participar da feira não partiu de mim, mas sim de um dos meus colegas de turma que demonstrou interesse em inscrever algum projeto. Com isso, ele pediu apoio dos demais colegas, incluindo eu. De uma turma de vinte e cinco alunos, pelo menos dez fizeram parte da equipe, além do professor orientador: Everton Arruda.

Qual era a ideia do projeto? A rádio interna do CEFET com o objetivo de comunicar, informar e entreter alunos, professores e funcionários. Isso porque o curso passou a contar com um laboratório de áudio e vídeo equipado para produções acadêmicas e toda a estrutura para um estúdio de rádio. Quando essa informação chegou até mim, meus olhos brilharam.

Com o projeto de nome Rádio Alta Frequência, montamos um estande na exposição, todo customizado. Não só promovemos a ideia da rádio como também animamos o ambiente fazendo sorteios, interagindo com os visitantes. Foi uma festa. 

Para nossa surpresa, ficamos com o 1º lugar na exposição dentro da categoria da qual fazíamos parte. A festa só aumentou e todos nós comemoramos. Mas, ficou por isso mesmo e o projeto foi engavetado. 

No ano seguinte, em 2005, a instituição recebeu um novo professor: o Dr. Djalma Paz, que iria lecionar as disciplinas de áudio e vídeo durante aquele semestre. Foi quando ele, sabendo do projeto apresentado e conhecendo a estrutura que a faculdade disponibilizava, tomou a frente de fazer com que tudo aquilo se tornasse realidade e me chamou para fazer parte da equipe; juntamente com o técnico de som Marcelo Átila e alguns alunos do curso de Publicidade. O projeto vencedor finalmente nasceria e com o nome de Rádio CEFET. 


O CEFET (Ifam), cuja área é do tamanho de um quarteirão inteiro, começou a receber as instalações das caixas de som e cabos que iriam propagar o áudio direto do estúdio. Montamos uma equipe pequena e trabalhamos bastante para fazer acontecer. Eu tive o prazer de acompanhar de perto todo o processo de instalação e testes.

Em julho de 2005, após a volta do recesso de primeiro semestre, a Rádio CEFET finalmente começou suas atividades comigo na gerência, apresentação e produção. Todos os dias, às 10h da manhã, eu iniciava a programação com a vinheta "Rádio CEFET, programação de qualidade" e a música "Escola História" da banda local Teoria Arcana

A rádio foi um sucesso na comunidade, principalmente entre os alunos adolescentes, uma vez que no mesmo prédio encontrávamos alunos do ensino médio, técnico, graduação e pós-graduação. 

Entrevista com a banda Teoria Arcana
Como estilos de música tínhamos MPB, Flashback, Música clássica, Instrumental, Jazz e, é claro, Rock. Muito Rock. A principal característica da rádio foi também de divulgar artistas locais, contando inclusive com algumas entrevistas no próprio estúdio. Os alunos pediam músicas, interagiam. Fiz muitos amigos lá.

Eu costumava ficar até as 13h porque tinha aula no período da tarde. Era quando eu passava a vez para os parceiros de estúdio e eles comandavam a programação que ia até o início da noite, alcançando os estudantes noturnos que estavam chegando.

Mas sempre que tinha um intervalo, eu estava indo lá conferir como estavam as coisas. E quando eu tinha a noite livre na outra faculdade que eu também estudava, eu prolongava a programação da Rádio CEFET até mais tarde, voltando para o estúdio. 

No fim de 2006, já formado em Publicidade e com malas prontas para o Paraná, tive que me despedir da rádio. Com o fim do ano letivo, a rádio encerrou suas atividades também por causa do recesso.  Ainda fiquei por mais uma semana ali, organizando tudo para quem fosse me substituir no ano seguinte.

O clima já era de despedida com corredores vazios, sem alunos, alguns poucos professores fechando notas e relatórios anuais. As caixas de som externas já não tocavam mais nada. E eu no estúdio, apenas com o som interno, via-me tentando praticar o desapego.

Mas não teve jeito. Lembro exatamente do último dia daquela semana solitária. Era uma sexta-feira, 4 da tarde. Fui desligando aos poucos e lentamente todos os equipamentos. Tocando em cada um deles da mesma forma que o químico Walter White se despediu do laboratório, no último episódio de Breaking Bad. 

Após todos os equipamentos devidamente desligados andei em direção à porta, meio que de marcha ré, despedindo-se daquele ambiente que tanto me fez feliz. 

Desligar a chave geral e deixar a sala às escuras, foi o "the end" pra mim. Voltando a citar Breaking Bad, certamente a música "Baby Blue" da banda Badfinger poderia ter sido a trilha perfeita para combinar com aquele momento de fechamento de um ciclo.


Até o apagar das luzes ainda houve o fato de recuperar a aparência do rosto, já que cheguei a estar com os olhos marejados e eu ainda iria devolver as chaves. Por isso, não queria demonstrar que um marmanjo estava chorando.

No corredor vazio e silencioso, vinha na mente a imagem daquele lugar cheio de alunos, curtindo as músicas com o pensamento de que o projeto iria continuar no próximo ano letivo e que eu já tinha feito a minha parte.

Na sala estava o Professor Djalma. Entreguei as chaves e agradeci pela confiança, ensinamento e pela maravilhosa experiência de ter participado daquela comunidade, promovendo entretenimento e diversão. Na verdade, aquele agradecimento pessoal foi uma forma de agradecer por todos que direta ou indiretamente contribuíram para que aquele projeto se tornasse realidade: colaboradores, professores, ouvintes.

Longe de lá, já morando aqui no Paraná, soube depois que a rádio não durou por muito tempo. Afinal, ainda tinha amigos ouvintes que me mantinham informado. E claro, eu sempre queria saber. A rádio depois de um tempo fechou. Voltei lá alguns anos depois, mas tudo estava diferente; apesar de estar com uma estrutura muito melhor. Mas a rádio não existia mais. 

Para tentar resgatar aquele período que passei lá, em 2010 montei minha web rádio; mas com o segmento 100% Rock. É a Rádio Rocks que é até hoje o meu hobby, a minha filha querida, com programação 24 horas.

Mas por que estou falando sobre tudo isso só agora? Neste ano de 2015, dez anos depois de sua inauguração oficial, o professor Djalma Paz e o Marcelo - da mesma equipe inicial - retomaram as atividades do projeto. Claro que ainda em caráter experimental, na web: a Rádio IFAM.

E ouvir as músicas tocando, mesmo sem vinhetas, apenas com um playlist aleatório me deixou bastante feliz. Isso porque reconheço algumas das músicas e tenho certeza que muitas delas ainda pertencem ao acervo que ajudei a construir lá no passado. Ou seja, de certa forma, ainda faço parte daquilo.

Não sei quais são as intenções com o novo projeto, mas desejo que ele dê certo e que possa fazer parte de uma nova geração de alunos daquela instituição que por 8 anos (contando ensino médio, técnico e faculdade) foi a minha segunda casa.

O meu desejo é que algo possa ser aproveitado com essa iniciativa de resgatar um trabalho brilhante, de equipe e divertido que um dia foi a Rádio CEFET. Que a programação de qualidade continue sempre, a partir de agora nessa nova jornada com a Rádio IFAM.

Deixo aqui minhas eternas saudades da Rádio CEFET, programação de qualidade.

Para ouvir a rádio web Ifam, em caráter experimental, basta acessar o link abaixo:


quinta-feira, 5 de março de 2015

A MÁ NOTÍCIA NOSSA DE CADA DIA


Imagine a seguinte situação: você recebe uma mensagem no celular, por email ou até mesmo pessoalmente. A mensagem te deixa feliz, animado, muda o seu dia para melhor.

Que tipo de notícia poderia te proporcionar uma sensação assim? Uma notícia boa ou ruim? Certamente você dirá que é a boa. Estou certo? E acredito que uma notícia boa faz bem para a maioria das pessoas, não é? Então por que notícia ruim dá tanta audiência?

Ouvindo o episódio 443 do Podcast Café Brasil, apresentado pelo brilhantíssimo Luciano Pires, eu me inspirei a escrever este texto. Era algo que queria comentar há muito tempo, coisa que o episódio citado serviu para estimular.

No cast, Luciano Pires relatou sua experiência da qual tirou um dia inteiro para postar somente boas notícias em sua págína no Facebook. O resultado? Foi surpreendente e você pode conferir depois ouvindo o episódio.

Mas, afinal, o que tem de tão fantástico na notícia ruim para que ela seja tão destacada na mídia e as pessoas se interessarem tanto por elas? Notícia boa só é interessante quando nos convém? A tragédia alheia se tornou um entretenimento, uma diversão?

Já tem um certo tempo que parei de assistir à telejornais. Hoje me mantenho informado da atualidade por meio de portais de notícias, onde eu escolho sobre o que quero saber, algo como um self service da informação. Costumo ir direto nos menus, porque geralmente na página inicial a ênfase ainda é a notícia ruim.

Isso também não significa que eu esteja sujeito a uma negação dos fatos, da realidade. Pelo contrário. Só não me convém ser contaminado e influenciado pela negatividade que essas notícias impõem.

No telejornal, nem a previsão do tempo escapa. Eles focam nas regiões onde o dia será nublado e com trovoadas. Daí para frente é ladeira abaixo. Só desgraça.

Isso porque citei os grandes telejornais brasileiros. E aqueles programas regionais que se dizem jornalísticos, que normalmente vão ao ar no horário de almoço? Você está almoçando ao mesmo tempo que ouve dizer que Fulano atingiu Sicrano a golpes de faca. Tudo isso com imagens e relatos de testemunhas, da vítima e até do culpado agonizando de dor.

Qual a importância d'eu saber isso? O que agrega na minha vida? Nada! E é curioso notar que milhares de pessoas estão ligadas em um, dois ou três programas similares que disputam a audiência naquele horário. Vence quem mostra mais sangue, mais assaltos, mais confrontos.

E muitos desses programas policiais sensacionalistas passam uma imagem disfarçada de assistencialistas, preocupados com a população. Sinceramente, se você dá audiência a esse tipo de programação, não reclame que sua vida está uma mer*a. O foco em uma coisa, atrai outra igual.

Contudo, torna-se uma tarefa difícil moldarmos isso em nossa vida. As notícias ruins estão escancaradas em todos os lugares: nos telejornais, na timeline e, pior, nas conversas entre amigos e familiares. Sempre tem alguém que coloca a desgraça, a tragédia na pauta do assunto. Algo do tipo "Você soube o que aconteceu com a Fulana?"; "Ficou sabendo daquele acidente de trânsito na rodovia?"; "Sabe quem morreu?"... E por aí vai. Às vezes não dá pra mudar o canal social e temos que aturar.

A mídia se fortalece com a tragédia. Um exemplo recente disso foi a estreia de um programa, cujo apresentador fez muito sucesso nos anos 90 com o seu programa de auditório aos domingos. Como o sujeito estava há muito tempo fora da mídia, em sua volta resolveu entrevistar uma condenada por participar brutalmente do assassinato dos pais. Resultado: 1° lugar no IBOPE!

A mídia sabendo dessa preferência nacional por notícia ruim, não mede esforços em promover esse tipo de informação.

Fiquei imaginando como seriam as manchetes de um telejornal só com notícias boas. Desde economia, política, esportes... Na Política, principalmente, isso poderia ser uma grande armadilha; já que notícias boas poderiam mascarar as falcatruas governamentais. Elas passariam a imagem de que determinados políticos seriam bonzinhos. Os sites e propagandas de partidos políticos já fazem esse papel.

Parece até então que notícia boa é fantasia, ficção, ou até mesmo utopia. Seria algo como tomei a liberdade de criar em forma de manchetes fictícias de como seria um jornal com notícias que gostaríamos de ler.


Falando nisso, existe um site do portal Uol que se especializou em filtrar somente notícia boa, e se você der uma rápida lida nas notícias da Home, verá que elas dificilmente teriam audiência nos programas jornalísticos.


Esse é outro ponto que o Luciano Pires citou em seu programa: a avalanche de notícia ruim nos torna pessimistas.



terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Entendendo a linguagem do Norte/Noroeste do Paraná.



Em 2007, quando mudei para o Paraná, o primeiro impacto que senti foi o cultural. Mais até que o fator climático. Afinal, saí de Manaus, no Norte do Brasil onde nasci e vivi durante 25 anos e cheguei a uma região praticamente desconhecida. É óbvio que em um país de dimensão continental, iria encontrar muita coisa diferente ao chegar ao sul.

Dentre aquilo que vi de diferente, destacarei nesse texto as palavras e expressões típicas do Norte/Noroeste do Paraná. Algumas delas são utilizadas no Estado como um todo, outras na região sul inteira e tem aquelas que são provenientes do sul do Estado de São Paulo, que é quase limite com a cidade onde moro: Maringá.

Toda região do país, além do sotaque, tem um linguajar característico, palavras e expressões que são próprias do lugar. Assim como em Manaus existe, ao chegar em Maringá não foi diferente. Só que no primeiro momento, confesso que senti dificuldades. Foram necessários pelos menos uns seis meses para que eu compreendesse algumas expressões, associando o contexto das frases que se formavam em uma conversa.

O que fiz, então: anotei várias dessas palavras e expressões e criei uma espécie de minidicionário. Bem a grosso modo mesmo. Depois que não precisei mais, abandonei e larguei em qualquer lugar. Hoje, folheando um livro, encontrei o papel com os meus rabiscos no meio das páginas e resolvi compartilhar aqui. Então, caso você seja de outra região do país e um dia aparecer por essas bandas, quem sabe esse pequeno dicionário lhe ajude.

Obs. 1: Apesar de certamente existirem muitas outras palavras, cito aqui somente as que constam nas minhas anotações e/ou as que de alguma forma ouvi falarem perto de mim. E, claro: antes de mudar para o Paraná, nunca tive nenhum contato com elas.

Obs. 2: Certamente este post será atualizado eventualmente conforme eu descobrir e lembrar de termos novos. Com isso, fique à vontade para voltar aqui.

Vamos a elas:

Apurado: Estar em apuros, geralmente com muita vontade de ir ao banheiro.
Axa!: Interjeição de surpresa, espanto. Ex.: Axa!! Sério que ele disse isso?
Bão: O mesmo que bom. Geralmente antecedendo a palavra "também".
Bezorro: Assim como o americano não consegue pronunciar palavras com "~", o paranaense não consegue falar "besouro".
Biscate: Em outras regiões é o mesmo que quenga, put*, mas nesse caso sempre como ofensa e não a profissão.
Capaiz: Expressão utilizada para duvidar de algo. Ex.: Capaiz que ele comeu tudo em um minuto.
Carpir: Capinar, aparar o mato alto.
Catar: Pegar/agarrar com as mãos. (Eu conhecia como colher, selecionar)
: Abreviação para "você". No plural, a palavra se transforma completamente para Seis (e não é o numeral).
Cem-ão: Cem reais. Para Dez Reais, a expressão é Déi-zão.
Circular: Utilizada para citar o ônibus coletivo do transporte público. Provavelmente porque a primeira linha de ônibus da cidade, tinha esse nome no itinerário.
Cozido: Cansado, entediado, sem ânimo pra nada.
Daí:
Funciona como um ponto final em qualquer frase. Ex.: Hoje eu chego mais cedo, daí.
Data: Terreno, lote. Geralmente vem acompanhada do verbo "Carpir" que vimos antes. Ex.: Preciso carpir essa data porque o mato tá muito alto.
De apé: Ir a pé a algum lugar. Ex.: Cansei de esperar a circular e fui de apé pro centro.
De cara: Inconformado. Ex.: Fiquei de cara com o resultado das eleições.
Drumir: Dormir.
É, ué!: Expressão que reforça um "sim". Ex: Sério que aquela loja fechou?/ É, ué! Não sabia?
Fi! Expressão que em outras regiões, são conhecidas como "meu filho". Ex.: Não vem com essa não, fi! Aqui não!
Fuca: É o Fusca mesmo, carro da VW.
Lazarento: Ofensa. Algo como desgraçado. Ex.: Sai daqui, seu lazarento!
Mistura:
Todo alimento que acompanha a base da refeição do brasileiro que é o arroz e o feijão. No caso, a mistura pode ser a carne de boi, frango, peixe...
Na Roça: Estar em uma situação complicada, difícil, ferrado. Ex.: Perdi meus documentos. Fiquei na roça.
Nimim:
Junção de em + mim. Ex.: No dia do meu casamento, jogaram arroz nimim.
Os Hômi: É assim que se referem à polícia. Ex.: Tá tendo muito assalto nessa região. Vou ter que chamar os hômi.
Ô Loco!:
Interjeição de espanto igual ao "axa"!
Patente: Privada, vaso sanitário. Ex.: Depois que der a descarga, não esquece de fechar a tampa da patente. (Essa palavra eu adoro pela complexidade que tive de entendê-la. Após este dicionário tem um apêndice especial sobre ela.)
Piá: Menino novo, garoto.
Pitar: Fumar.
Pó da gaita: Cansado, exausto. Ex.: Trabalhei tanto hoje que agora estou só o pó da gaita.
Podar: Ultrapassar. Ex.: Se você não podar esse caminhão, ficaremos atrás dele até chegar na cidade.
Polaco: Uma pessoa de pele muito branca, caucasiana, de olhos e cabelos claros. Tipo o Humberto Gessinger.
Ponhar: Variação errônea do verbo "pôr". Ex.: Vou ponhar mais açúcar no café. (Sinceramente, odeio com todas as minhas forças essa expressão. Cada vez que ouço, eu sinto um chute no estômago).
Posar: Passar a noite. Ex: Como está muito tarde, hoje vou posar na casa da minha mãe.
Redondo: Rotatórias em ruas e avenidas.
Relar: Tocar de leve. Ex.: O goleiro chegou a relar na bola, mas mesmo assim ela entrou no gol.
Riba: Pra cima, em cima, acima. Ex.: Qual caixa eu tenho que pegar? A de riba ou a de baixo?
Tranqueira: Pessoa de má índole. Bandido. Gente ruim. Ex.: Aquele cara não vale nada. É um tranqueira!
Tubaína: Corretamente é uma bebida não alcoólica cujo sabor é um misto de frutas, mas que no geral o termo é utilizado para qualquer refrigerante regional, seja ele a própria tubaína, guaraná, laranja e etc.
Zorba: Cueca. (No sul e sudeste do Brasil, a metonímia é bastante utilizada. Com isso é muito comum ouvirmos as pessoas substituírem uma palavra pela sua marca comercial, principalmente se ela for pioneira.)

APÊNDICE: A PATENTE

Falei que é a palavra que mais gosto justamente por ser a que levei mais tempo para entender. É óbvio que eu conhecia da forma que, ao meu ver, é a correta: uma carta que dá privilégios a uma pessoa sobre determinada invenção.

Eu ouvia, analisava a frase, os elementos, mas não conseguia entender o contexto. Mas uma coisa me intrigava: tinha ligação com o banheiro. Eu poderia muito bem chegar para as pessoas e perguntar. Mas, eu me empolguei tanto com a brincadeira de descobrir as novas palavras por meio dos contextos, que preferi ir até o fim.

No dia em que eu descobri o significado, foi tamanha a exaltação que só faltou eu gritar "Yeah, Bitch!!!". Talvez se "Breaking Bad" existisse naquela época, provavelmente faria isso.

Na ocasião, fiz algumas amizades com um pessoal muito divertido da Renovação Carismática Católica de Maringá, da qual frequentava. Foi preciso eu ir longe, sair do Paraná, para entender o que significava a tal da patente. Foi lá no Vale do Paraíba em São Paulo, em uma excursão religiosa, que aconteceu a grande descoberta.

Ficamos alojados em uma escola pública, cedida pela prefeitura da cidade, e todos tinham que dividir algo em torno de dois banheiros. Estava eu na fila, um frio do cacete, aguardando a minha vez, e sempre que alguém saía do banheiro, fazia um comentário sobre a patente ser debaixo do chuveiro.

Era a dica que eu precisava! É só olhar para o chuveiro, mirar no chão e ver o que tem embaixo. Vale lembrar que eu entendia como batente (com "b"). Palavra que eu também conhecia como uma ripa de madeira na horizontal que limita o movimento das portas. Com isso, eu ficava me questionando: tem um batente no chão e o pessoal está tropeçando enquanto toma banho? Será que é por isso que eles estão reclamando?

Enfim, quando chegou a minha vez, fiz aquela análise do ambiente e movimentei os olhos na vertical partindo do chuveiro. Para minha surpresa vi o vaso sanitário em uma linha quase que reta. Havia até uma certa dificuldade para tomar banho. "Ah, então eles chamam privada de batente..."

De banho tomado, fiquei por ali, acompanhando as conversas e foi quando descobri que eu ouvia errado: era com a letra "p". "Ô, lôco! Sentei pra dar um cagão na patente e o chuveiro ficava pingando nimim.", foi uma das coisas que ouvi.

Só que a dúvida ainda não estava 100% esclarecida. Eu queria saber de onde o povo inventou que vaso sanitário é patente. Voltando pra Maringá, fiz uma rápida pesquisa e segundo um Instituto Especializado em P*** Nenhuma, descobri o porquê. E ri, ri muito mesmo sem saber se a história é real.

Como eu disse antes, na região sul e sudeste do Brasil, o uso da metonímia é intenso. Trata-se de uma figura de linguagem, dividida em várias categorias sendo que uma delas é substituir a marca pelo produto. Ex.: Bombril, para esponja de aço; Gillete para lâmina de barbear; Sucrilhos para cereal de flocos de milho e por aí vai. Até a própria tubaína é um exemplo disso. Não precisa nem necessariamente ser uma marca, mas desde que esteja estampado na embalagem ou no próprio corpo do produto. Foi esse o caso do vaso sanitário.

Segundo o que li, no passado, o Brasil importava louça sanitária da Inglaterra e elas chegavam aqui com a inscrição "Patented" estampada ou em relevo no produto. Obviamente, o pessoal via aquela palavra gigante e com isso passou a chamar assim o utensílio, de geração a geração. Hoje as crianças menores crescem falando patente. E mais uma vez: é claro que eu dei risada ao saber disso.

Apesar de ser a palavra preferida, eu nunca usei e nem tenho intenção de usá-la. Continuo e continuarei chamando de vaso sanitário. Mesmo eu já utilizando várias dessas palavras em meu vocabulário no meu dia a dia. Menos "ponhar". Aí é sacanagem.

Para encerrar, esse negócio de metonímia me fez refletir sobre a guerra existente entre o termo Biscoito x Bolacha. Levando em consideração que biscoito e sua variação etimológica são utilizadas no mundo todo, eu tenho quase, QUASE CERTEZA de que há muito tempo atrás havia uma marca brasileira de biscoito chamada Bolacha. Vale pesquisa, hein?

Um abraço e quem sabe em uma outra oportunidade eu não escreva um texto parecido, mas com as expressões e palavras amazonenses?

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

UM ANO (IN)ESQUECÍVEL



É madrugada. Na verdade, a última de 2014. Numa rádio web nacional, que escolhi aleatoriamente, toca um hit da minha banda preferida. E eu nem esperava por isso.

Para muitos, esse negócio de última-tal-coisa-do-ano é irrelevante. Afinal, a última ou a primeira data no calendário pode não ser algo tão fundamental assim no percurso natural da vida. Contudo, eu tenho essa paranoia. Até o último banho do ano, algo me faz enfatizar na mente enquanto estou debaixo do chuveiro: "Que f***, mêu! Estou tomando o último banho de 1992, 1999, 2003, 2014...". E olha que, com o calor que está fazendo, talvez eu tome vários banhos depois de escrever este texto e antes do ano acabar.


Com isso, achei o momento propício de escrever sobre o ano que passou. Mesmo considerando o ano novo, aquele a partir da data do meu aniversário. E isso já tem uns meses atrás. Inclusive quando voltei a escrever neste blog.

Mas, o calendário está dizendo que depois das 23:59 (hora local) do dia 31 de dezembro, já será 2015. Então que assim seja. Mas se lá na frente eu falar de 2014, ele será um ano que lembrarei com certas observações um tanto negativas. E eu não sou o único. Tem muita gente odiando esse ano velho.

Começando que ele passou voando, principalmente para quem tem uma vida corrida e ocupada. Passou tão rápido que em alguns momentos o ano de 2013 (o anterior), as coisas que foram feitas nele, parecem estar mais vivas na memória do que as de 2014. Tudo bem, esse é um ponto de vista pessoal. Afinal, não é a toa que este blog denomina-se o "meu mundo". Inclusive está no topo da página.


Tive problemas de saúde que quase me tiraram a vida, mas o que mais me desgastou e fez de 2014 um fiasco foi referente ao aspecto profissional.

Há alguns anos atrás, escrevi neste blog, sem qualquer tipo de embasamento científico, somente com o meu achômetro mensurável, que o ser humano amadurece a cada 5 anos. Este período equivale a uma etapa da vida onde você faz tudo - ou boa parte - diferente do que foram feitos nos 5 anos anteriores. Na ocasião em que escrevi, lembro que acabara de entrar em um desses períodos. Quem falava ali era um jovem de 26 anos que estava fascinado por fazer parte do mercado de trabalho que optou para a vida. Estava concluindo uma formação acadêmica e mergulhando de cabeça no ofício.

Um quinquênio se foi e outro começou em 2013. É inevitável perceber que quanto mais um desses ciclos se completa, mais eu tenho certeza da minha teoria. E é natural. Não consigo mais pensar da mesma forma que antes. E nesse estágio da vida, foi o quesito trabalho que foi mais afetado emocionalmente.

Cá estou novamente querendo mergulhar de cabeça no trabalho. Dessa vez, de forma mais intensa, com riscos muito, mas muito maiores do que antes. Disposto a levar cacetadas e sofrer quantas quedas forem necessárias para aprender a andar com as próprias pernas.

É aí que entra o lado positivo de 2014. As primeiras surras eu já comecei a tomar e são elas que me motivaram a rever vários aspectos da vida, como principalmente não tentar corrigir algo que está errado. Mas, sim, desfazer-se dele. O que é uma folha toda riscada e rasurada, de um rascunho que precisa ser refeito, perto de uma folha em branco esperando para que algo seja criado do zero, totalmente diferente?

E o melhor: não é promessa de ano novo. Pois, como disse, meu ano novo começou lá no mês de setembro. A vontade de fazer com que este novo ciclo de 5 anos seja diferente não é tão forte quanto o o processo natural que ele ocorre. A cabeça mudou, o propósito é outro. Sair vencedor será consequência dos meus atos.

Em 2014 eu aprendi - ainda que poucas - coisas novas. Descobri algumas qualidades que antes desconhecia. Contudo, principalmente, aprendi a ser mais responsável pelos meus atos, o que será fundamental daqui pra frente. Se será eficiente, talvez a resposta só terei no próximo quinquênio. Daqui pra frente, ser cada vez mais independente priorizando minhas virtudes, ambições, assim como, as pessoas em minha volta que me amam e que também amo.

No fim das contas, entre tantos lados negativos deste ano que se encerra, serão a partir deles que desenvolvo o aspecto positivo pensando lá na frente. E pode até ser que no próximo ciclo eu veja que o ano de 2014 ao contrário de ter sido ruim, foi, como dizem por aí: f*** pra car****!!!

Na verdade, isso não é auto-ajuda e nem quero que isso ajude alguém. Na verdade, isso é mesmo um desabafo.

Bons ventos em 2015.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

OS 3 TIPOS DE FÃS DA OBRA GESSINGERIANA



Escrevo este texto sob a empolgação do lançamento do novo CD/DVD ao vivo do Humberto Gessinger, o eterno líder dos Engenheiros do Hawaii, agora em carreira solo. O novo trabalho é fruto da turnê do disco InSULar lançado em 2013.


É um disco, ao meu ver, focado para fãs que são os chamados  "De Fé", pela ausência de grandes hits e pela presença de músicas lado B. Se é que esse termo existe para os fãs dessa categoria. Mas, afinal, o que seria esse fã "De Fé"? É justamente sobre isso que este post se trata.

Então, roda a vinhet... Ops, esqueci que isso não é um videolog.


Tive a oportunidade de ir a um show da nova turnê, logo quando ela começou. Foi lá que eu identifiquei três tipos de fãs da obra gessingeriana. São eles: Fãs de FM, Fãs Acústico MTV e, é claro, os Fãs De Fé.

Fãs de FM:
Esta categoria poderia ser dividida em duas outras subcategorias que são os que dizem que curtem, mas não pagariam um ingresso para ir a um show; e aqueles que se empolgam e, quando podem, comparecem. Se eu fizesse essa subdivisão, acredito que cometeria o erro de chamá-los de fã. Porque, muitos deles, acham que "Astronauta de Mármore" - clássico do Nenhum de Nós - é dos Engenheiros.

Mas, enfim, esse tipo de "fã" é motivado pela Rádio FM. Geralmente ele já chegou na casa dos 30 anos de idade e acompanhou os hits dos primeiros discos. Pelo menos até o "Várias Variáveis" de 1991. Mas é no "O Papa é Pop" (de 1 ano antes) que ele identifica de fato o que são (ou foram) os Engenheiros do Hawaii.

Esse "fã" costuma dizer que gosta, mas lamenta pelo fato da banda estar sumida e não ter mais nenhum sucesso. Talvez ele lembre vagamente de "Eu Que Não Amo Você" do álbum "Tchau Radar!" de 1999, provavelmente porque o clipe passava constantemente na MTV. E se ele for um pouco mais espertinho, ele até se lembre de "Até o Fim" do álbum "Dançando no Campo Minado" que timidamente tocou nas FMs em 2003. Mas aí seria dar crédito demais.

Levando em consideração que a audiência das FMs têm diminuído, provavelmente o último single radiofônico ("Tudo Está Parado") passou despercebido.

No fim das contas, no show, ele fica com cara de bocó na maioria das músicas e vibra, pula e canta (pelo menos o refrão) com "Toda Forma de Poder", "Somos Quem Podemos Ser", "Pra Ser Sincero" e "Era um Garoto...". Às vezes sem saber o nome dessas músicas. Ele ainda cutuca o amigo do lado e diz "essa é boa".

Enfim, são o baixo escalão dos fãs dos Engenheiros.

Fãs Acústico MTV: Esse grupo é formado por uma galerinha mais nova, sendo que a maioria foi adolescente entre 2004 e 2006. Nesse grupo, também encontramos alguns migrantes do grupo anterior. Tudo graças à MTV que permitiu que uma nova geração conhecesse os Engenheiros, trazendo de volta a banda que estava sumida (hã???) num repertório acústico dos grandes sucessos. Isso é legal, se não fosse um porém: eles só conhecem as músicas deste álbum. De mais nenhum. E, se duvidar, nunca ouviram as versões originais de "O Preço", "Vida Real", "Pose" e "Dom Quixote" que, particularmente, esta é a maior obra-prima gessingeriana.

Voltando ao show, é fácil identificá-los. Eles vibram com as músicas citadas acima e choram de emoção com "3x4" (tudo bem, a música é bonita mesmo). Porém, eles também ficam boiando e com cara de bocós quando alguns clássicos são tocados como "Ando Só" e "Exército de um Homem Só". Po**a!!! Com essas até a turminha das FMs vibra.

Mas, de certa forma, dá pra tolerá-los em comparação à primeira categoria citada. Afinal, apesar do conhecimento limitado, eles admiram a obra. E alguns vão atrás de informação e acabam se tornando um "De Fé".

Fãs De Fé: Ah, esses sim. São os verdadeiros fãs da obra. "De Fé" faz referência a uma música homônima do álbum  "Humberto Gessinger Trio" de 1996 que, por si só, já é um prato cheio para identificar um fã de verdade; uma vez que é o disco mais alternativo da banda.

Os "De Fé" conhecem todas as músicas, todas as versões, identificam álbuns e anos de lançamento num estalar de dedos. Sabem o nome de todos os 17 integrantes (isso mesmo) que já tocaram, inclusive o período em que eles ficaram na banda.

São esses fãs que permitem que Humberto Gessinger mantenha o seu blog ativo com postagens semanais (sempre que a segunda vira terça), que suas contas no Twitter, Facebook e Instagram tenham conteúdos diários com publicação e interação do próprio para com seus seguidores.

Foram graças a esses fãs que por quase dois anos, todo dia 11 de cada mês, o Gessinger fez mini-shows particulares via Twitcam e Hangout, diretamente de sua casa.

São os fãs De Fé que alimentam e propagam a obra gessingeriana, lotam shows e estão a par de qualquer novidade que apareça. E o alemão, é claro, se amarra! O cara tem um carinho enorme pelos fãs. A tal arrogância que tanto foi criada pela mídia (que ao meu ver nunca existiu) ficou no passado.

Os fãs "De Fé" também poderiam ser divididos em subcategorias como os xiitas que apesar de ouvirem tudo, só aceitam uma formação considerada clássica e aqueles que, não sei de onde, criam rivalidades com outras bandas gaúchas. Mas, isso gera muita confusão e briga. Deixa pra lá.

Para encerrar, recomendo a todos os tipos de fãs aqui citados e até os que não conhecem a obra gessingeriana, a ouvirem e pesquisarem sobre. O recente trabalho está belíssimo e vale a dica.

Apenas uma nota importante: não pensem que estar ou não na rádio ou TV é sinônimo de qualidade. Em muitos casos, a mídia vai atrás de quem gosta de aparecer ou cria polêmica. Humberto Gessinger é sossegado, caseiro e não se mete em encrenca. Só faz boa música.

Abraço!

Fan Page: facebook.com/humbertogessingeroficial
Twitter: twitter.com/1bertogessinger
Instagram: instagram.com/1gessinger
Blog: blogessinger.blogspot.com.br/