Hoje, 15 de abril de 2010, estreia mais uma edição do programa que passo quase um ano esperando.
O programa Aprendiz da Rede Record chega neste ano de 2010 à sua sétima edição. Depois de seis edições sob o comando de Roberto Justus, o programa é assumido pelo seu novo comandante: o empresário João DoriaJr.
A minha expectativa é grande, ainda mais pela curiosidade de como será este novo comando. Acredito que as salas de reuniões e o clássico "Você está demitido" terão seus detalhes diferentes das edições anteriores. Mas isso é bom, pois observaremos a originalidade de cada apresentador.
O mais importante é o quanto esse programa agrega aos jovens e principalmente estimula a nossa juventude a buscar pelo aprendizado, mostrando que quem estuda tem maiores chances de ter um futuro promissor. A TV brasileira é carente de programas desse nível, sem apelos sexuais e baixarias que estamos acostumados a ver quando ligamos nossa televisão. Independente de quem apresenta, o conteúdo deve ser preservado.
Este ano, mas precisamente neste mês de março que se encerra, temos as homenagens a Renato Russo. Se estivesse vivo, o músico e compositor completaria 50 anos em 2010.
A banda deste mês aqui no Blog é a que Renato liderou por quase 15 anos: a Legião Urbana.
A banda nasceu em Brasília e gravou, durante esse período, sete discos, além de mais seis após a morte de Renato. Discos em que a maioria das faixas virou sucesso, tornando-se quase impossível considerarmos alguma canção como "lado B" da banda.
Foi a banda mais influente do Rock Nacional, estando até hoje nas paradas de sucesso seja por meio de gravações próprias, como também através de gravações de outros artistas. É também uma das bandas que mais vendem, mesmo em tempos de crise do mercado fonográfico brasileiro.
Além do mais, a banda conquistou diversos fãs após o seu término, em 1996. As músicas são transmitidas para as novas gerações. Músicas essas com letras que retratavam o cotidiano dos jovens e com melodias simples que até hoje estão presentes em rodas de violão. Renato Russo dizia que para tocar uma música da Legião bastava três ou quatro acordes simples. Era essa simplicidade melódica que caracterizava as canções da banda.
Mas o que fez a Legião arrastar multidões foram as letras onde Renato expressava não somente seus sentimentos, mas também criava histórias, inventava personagens. Cada um com seu propósito. O Cineasta Renê Sampaio já está há alguns anos trabalhando no filme "Faroeste Caboclo", que conta a história presente na música homônima. Muitas datas já foram anunciadas e a mais recente divulgada para o lançamento do filme é dezembro deste ano.
"A Tempestade", o penúltimo disco da banda, traz melodias mais melancólicas. Um verdadeiro corte nos pulsos para quem ouve. É provavelmente o disco mais obscuro da Legião. Também pudera, o mesmo foi gravado enquanto Renato vivia seus últimos dias, dividindo a fraqueza e a dor da doença que tirou sua vida. O álbum foi lançado dias antes da morte de Renato e o álbum póstumo, "Uma Outra Estação", também seguiu essa linha mais melancólica por ser sobra de gravações do disco anterior.
A banda sempre arrastou multidões e muitos fãs nunca tiveram o prazer de assistir a uma apresentação ao vivo. Inclusive eu. Mas alguns registros fonográficos demonstram qual era a energia que a banda passava no palco. Ou melhor, uma troca de energia entre artista e seu público.
Não foi possível continuar a banda após a partida de Renato. Era um fim que já estava predestinado. Dado Villa Lobos e Marcelo Bonfá, guitarrista e baterista da banda, seguiram carreiras solo, mas sem muita expressão. Ano passado a imprensa divulgou notas de que a banda voltaria, mas a gravadora e os próprios ex-integrantes negaram o boato afirmando que Renato é insubstituível.
Contudo, ficam os registros e toda uma história que ainda será contada para outras gerações, pois o Rock Nacional tem uma profunda ligação com a história da Legião Urbana.
Olá. Estava com saudades de postar o Memória 80/90, afinal, fazia seis meses que não publicava nada sobre este tema por aqui. Como venho falando bastante de música ultimamente, resolvi continuar o embalo também nas lembranças do passado. Esta semana, enquanto ouvia uma Web Rádio (ah, as Web Rádios) só com músicas populares dos anos 80, lembrei da minha mãe em nossa humilde casa. Enquanto ela fazia os serviços domésticos, uma fita K7 estava preparada em um aparelho de som com o botão "REC" pausado e no ponto para capturar um grande sucesso da época que poderia tocar a qualquer momento na FM. Quantas vezes não via minha jovem mãe correndo feito louca, por que a música que ela tanto aguardava estava tocando.
Em homenagem a ela e suas constantes correrias para gravar os sucessos em uma fita K7, posto aqui vídeos de músicas praticamete da mesma época que me fazem lembrar daqueles velhos tempos que não voltam mais e que hoje não ouvimos em lugar nenhum, a não ser nas Web Rádios segmentadas. Vamos a elas:
Este mês de março foi marcado pelas apresentações dos Guns N’ Roses no Brasil. A banda não se apresentava por estas bandas desde 2001, no show do Rock in Rio 3. Li alguns comentários na internet sobre a passagem da banda no país e percebi alguns detalhes que me fizeram refletir.
Outro dia, o meu camarada André de Canini postou em seu blogque o Rock hoje é coisa de velho e outros estilos como o sertanejo universitário, por exemplo, se tornaram as músicas dos jovens. Jovem não vai mais atrás de novidades do Rock. Ele quer saber de bailão sertanejo e a molecada em vez de ir pra garagem com uma guitarra e um amplificador nas mãos, está indo com um violão e um chapéu de cowboy. O nobre blogueiro foi bastante feliz em sua colocação.
E quer saber? Eu também acho isso. Tudo porque hoje estamos condicionados a rejeitar o que é novo e admirar o que é antigo. Partindo para um outro rumo, mas usando o mesmo ponto de partida, que é a afirmação do Canini, digo que nossa geração tem uma parcela de culpa nisso também.
Digo isso por quê? Voltaremos ao Guns. Tudo bem que a natureza nos impede de sermos os mesmos de 20 anos atrás. Nosso corpo, nossa capacidade física e mental, nossa voz, tudo muda. Acontece que nos acostumamos a ver aquele Axl magrinho e veloz correndo de lá e pra cá levando a galera ao delírio. Isso em 1992. Meus amigos, já faz quase 20 anos que presenciamos aquela performance registrada naquele DVD “Use Your Illusion”, gravado em Tokio. Querer que Axl tenha a mesma performance hoje é o mesmo que pedir para que o Falcão seja escalado na seleção brasileira de futebol, como titular.
O Axl faz o que pode e eu admiro e muito. Admiro por manter aceso um nome que vem caminhando agora para a terceira década. Não deixar a chama apagar é o que eu admiro em diversas bandas que até hoje mantém suas atividades. Li em alguns artigos que o que se vê na atual apresentação da banda é um cover do Guns, muito do mal feito por Axl e seus amiguinhos. Sinceramente não levei a sério nenhum dos artigos que li sobre a passagem da banda pelo Brasil. Eu não vi como um indivíduo que estava fazendo um cover de seu prório trabalho, pelo contrário, vi alguém mantendo acesa toda a história de uma banda para antigas e atuais gerações.
Lembro-me como se fosse ontem, eu acordado até às 3h da manhã, assistindo à apresentação deles ao vivo no Rock in Rio 3 pela TV. Nova formação, Axl apresentando as novas músicas de um álbum que só iria ser lançado sete anos depois. Meu irmão, na época com 8 anos, via tudo aquilo como uma grande novidade. Passou mais de um mês com óculos escuros na cara imitando a entrada triunfal da banda ao som de “Welcome The Jungle”, arrancando risos da família. Por termos gravado o show em VHS, meu irmão pegou praticamente todos os cacoetes do Axl. Vi, naquilo tudo, uma nova geração apreciando um trabalho criado em outros tempos.
Percebi também, em comentários de pessoas que foram aos shows recentes, reclamações de que a banda tocou muita coisa do disco novo e muito pouco dos antigos sucessos. Incrível! Quando tocam somente sucessos antigos, dizem que a banda faz cover de si mesma e é incapaz de produzir algo novo porque vive de glórias do passado. Agora mais essa. Tudo bem que o “Chinese Democracy” não pode ser considerado um grande disco, mas nele tem boas músicas. Sem contar que boa parte das faixas desse disco não era mais novidade. Algumas delas foram tocadas na última apresentação da banda em 2001, tais como “Chinese Democracy”, “Madagascar”, “Street of Dreams” - que na ocasião foi apresentada como “The Blues” e que é uma belíssima canção, diga-se de passagem.
Sem contar as músicas que vazaram nos anos seguintes. Antes do lançamento oficial, mais da metade do disco já era de conhecimento do público e com algumas faixas tocando em rádios segmentadas, como “Better” que também é uma das excelentes músicas deste recente disco.
Ou seja, reclamam por qualquer motivo. Além do mais, como diz o título desta postagem, se estão com CD novo tem é que tocar mesmo, divulgar, mostrar as músicas. As músicas antigas podemos considerar como a cereja do bolo. Isso me lembra um fato curioso, no show da banda Scorpions em Manaus, em 2007. Não assisti ao show, pois já morava no Paraná. Porém, tive acesso ao áudio e o tenho aqui em meus arquivos. O show fez parte da turnê do álbum “Humanity – Hour 1”, álbum muito bom por sinal. Boa parte das músicas tocadas no show foram deste álbum, mas não se ouvia uma manifestação sequer do público presente. Exceto quando tocaram “Still Loving You”, “Wind of Change” e “Send me an Angel”, esta porque lembrava a versão tosca feita pelo Grupo Calcinha Preta, que sempre fez muito sucesso nas FMs da cidade. Ah, a galera também se manifestava quando Klaus Meine dizia um “Hello, Manaus!!!”.
Resumindo: ali e nos atuais shows do Guns, está um público atrás apenas de uma lembrança do passado, que não busca por coisas novas daquele artista e quando se depara com a relaidade se decepciona e mete a boca. Admiro as bandas que nunca pararam, que continuam gravando, continuando sua história. Outro exemplo: a banda Alice in Chains. Depois da morte do vocalista Layne Staley, a banda voltou a se reunir e gravaram um novo disco no ano passado com um novo vocalista. Um puta disco, por sinal. É a chama ainda acesa.
Enfim, perdoem-me os críticos de músicas do Uol, Terra, e blá-blá-blá que parece que combinaram de juntos afundar a turnê do Guns no Brasil. Mas, não conseguiram, pois todos os shows foram lotados e o do Rio de Janeiro, que foi cancelado devido ao temporal, irá acontecer. E se tem CD novo, este tem que ser o astro principal de uma turnê. Aos saudosos que me desculpem, mas a nova geração também precisa de Rock. O rock precisa dessa geração.
E aos rockeiros que fizeram a nossa infância e adolescência serem inesquecíveis, por favor, continuem seus trabalhos, mesmo estando velhos, carecas e barrigudos. O que vocês fizeram um dia precisa ter continuidade.
A banda do mês aqui no blog marcou muito a minha adolescência. Em meados da década de 90, quando o Rock Nacional se resumia apenas em baladas com guitarras limpas, com a inclusão de outros instrumentos como metais e os teclados tinham mais presença que as guitarras em si; essa banda chegou "quebrando" tudo com guitarras pesadas, riffs rápidos e letras um tanto menos românticas. A década de 90 popularizou bastante o rock além das fronteiras tupiniquim. Lá fora PearlJam, Guns N' Roses, Nirvana, SkidRow, Oasis, entre outros, tiravam o Rock brasileiro dos holofotes. Também pudera, as bandas nacionais estavam meio que com dó de pisar fundo na pedaleira e botar a distorção pra quebrar nas guitarras.
Foi aí que eles surgiram, mostrando que o Rock brasileiro (cantado em português) também poderia fazer formar multidões de cabeludos "muito loucos", sacudindo a cabeça e por que não, deixando os shows de rock mais animados por essas bandas.
Com letras sarristas, com boa dose de palavrões e muito peso, os Raimundoscaíram logo no gosto dos rockeiros brasileiros. O primeiro CD, com uma mistura de Hardcore e música nordestina, logo abriu espaço para o segundo álbum mais pauleira que levava o público à loucura. O quarteto Roldolfo, Digão, Fred e Canisso logo caiu nas graças das FMs. Em 1999, com o álbum "Só no Forevis", os Raimundos assumiram de vez as paradas de sucesso. Foi um período bom pro Rock nacional. Surgiram muitas bandas novas. Mais um pouco, o Rock verde e amarelo chegaria no mesmo auge dos anos 80. Faltou pouco.
A coroação dos Raimundos saiu em 2000, com a gravação de um álbum duplo ao vivo com 40 músicas no repertório. Os caras eram mesmo os Rock Stars do Brasil. Mas, por ironia do destino, logo após o lançamento do álbum, Rodolfo Abrantes deixou a banda para respirar novos ares. Ares estes em uma carreira solo gospel e, diga-se de passagem, dígna do meu elogio. Não da atitude em si, mas da qualidade musical.
Contudo, ao contrário do que muitos pensam, os Raimundos continuaram na estrada sem Rodolfo. Gravaram dois discos e um EP virtual. Tiveram poucos hiatos e mantiveram-se sempre na estrada. Enfim, nesses quase 10 anos, nunca pararam. Digão assumiu os vocais da banda e manteve acesa a chama de milhares de fãs, que fielmente vão aos shows pelo país.
Canisso também saiu da banda, mas já voltou. Fred saiu e assumiu outros projetos, mas a raça de Digão em manter os Raimundos vivos sempre permaneceu. Em 2009 fizeram shows aos montes em pequenos e grandes lugares, para os mais variados públicos e ambientes.
Em 2010 a banda promete abalar novamente o cenário nacional e, dessa vez, com um reforço de peso. Já existe uma turnê preparada para este ano com Tico Santa Cruz nos vocais. Os ensaios estão acontecendo, alguns sendo transmitidos ao vivo em Comunidades do Orkut e já com promessa de gravação de videoclip e regravações de alguns singles na voz do líder dos Detonautas. Alguns fãs já entraram no clima e vem elogiando o trabalho do Tico a frente dos Raimundos. Principalmente porque o mesmo topou o desafio de assumir a turnê ao perceber que o Rock Nacional estava novamente perdendo aquele som mais pesado e forte.
Pra quem não sabe, a formação atual é:
Digão: Voz/Guitarra Tico Santa Cruz: voz Canisso: baixo Marquim: guitarra Caio: bateria