Dia Mundial do Rock



Olá. Nesta segunda-feira, dia 13, será comemorado o Dia Mundial do Rock. Como de costume, sempre cito algo sobre este dia aqui no blog ou em qualquer outro meio de comunicação. E hoje não será diferente. Irei apenas reproduzir um texto que li em 2004 que explica, em forma de sátira, as mais diversas vertentes do Rock. Antes do texto, gostaria de dizer que todo fim de mês falarei de determinada banda do cenário nacional ou mundial. Vale a pena conferir. Agora vamos ao texto:

ÁRVORE GENEALÓGICA DO METAL E DO ROCK

Vovô e Vovó Blues

Um casal velhinho, de pele escura, tendo os dois uma voz bem grave. Muito simpáticos e sorridentes, adoram dançar, ou "balançar o esqueleto", como preferem dizer. Já tiveram suas brigas com a Dona Música Clássica, e sempre foram amigos do senhor Jazz (especialmente a Sra. Blues), um outro velhinho, ex-acrobata de um circo local. Tiveram quatro filhos: Rockabilly, Rock Pop, Rock Progressivo e Hard Rock.

Rockabilly


O irmão mais velho. Outro que é apaixonado por dançar. Antigamente, andou muito com o segundo mais velho, o Rock Pop. Adora topetes, calças boca-de-sino, óculos escuros coloridos, brilhantina e coisas bregas em geral. Fez muito sucesso com a mulherada na juventude, mas agora é um velho gordo.

Rock Pop

Adora andar na moda, mas não tem uma opinião fixa. Já andou com todos os outros irmãos, menos com o progressivo. Sabe-se que ele ganha muito bem, e quem anda com ele também, e que ele é louco por dinheiro, se vende por qualquer coisa. Dizem que ele gosta de enganar as pessoas às vezes, dizendo que uma coisa é boa quando não é, mas não se sabe.

Rock Progressivo

Carinhosamente apelidado de Prog, ele é um caso a parte. Correm boatos de que ele é filho de um caso da Sra. Blues com o Sr. Jazz, o que ficou ainda mais sério quando ele começou a fazer acrobacias. Muito exibicionista, adora mostrar as loucuras que consegue fazer, apesar de que, de vez em quando, as pessoas se irritam por que ele fica muito tempo fazendo, ou faz coisas chatas, só por que é difícil. Mas é um cara muito legal, quando pára com o exibicionismo puro.

Hard Rock

Meio revoltado, meio dançante. Quanto a esse, não restam dúvidas que veio dos Blues. Ele também AMA penduricalhos, bandanas, lenços, maquiagem, cabelos bufantes e vive fazendo poses meio homossexuais, mas não é gay. Um pouco esquentadinho também. Conta-se que na adolescência usou e abusou das drogas e era meio ninfomaníaco. Casou-se e teve dois filhos: o pródigo Heavy Metal e o caçula Punk Rock.

Punk Rock

Muito revoltado, e muito relaxado também. Tentou ser igual ao pai, mas não conseguiu e se frustrou, vindo daí sua revolta. É muito fraquinho, raquítico. Não se importa com nada, mas vive falando de igualdade, vive defendendo ideais comunistas. Bebe mais que carro a gasolina com o tanque furado. A casa dele é uma bagunça, principalmente a COZINHA, que é muito tosca, tudo meia-boca. Teve dois filhos com a namorada, chamados de Hard Core e Grunge. Acha que um dia vai mudar a sociedade.

Hardcore

Menino meio maluco, vive correndo pela casa, não pára de correr. É um pouco mais organizado na cozinha do que o pai, mas também é fraquinho. É surfista e skatista também. Quando está meio EMOtivo, passa o tempo todo reclamando da namorada que corneia ele todo dia, dando origem ao Emocore.

Grunge

Ele é meio tristonho, meio emotivo também.Vive reclamando da vida. Está na puberdade, por isso sua voz dá umas desafinadas às vezes. Ele costuma agir de maneira suicida. Menino estranho, esse.

Heavy Metal

Ele é muito forte e bem pesado. Bebe ainda mais que o Punk. Gosta de falar de mitologia nórdica e ocultismo, mas é bem cabeça aberta, dá para falar com ele de tudo: política, amor, humor, da vida... Reza a lenda que ele tem pacto com o diabo, mas isso é mentira. Adora roupas de couro e spikes. Dizem que ele é o que o Punk sempre quis ser. Tem uma voz grave, mas quando grita fica um pouco agudo. Tem fama de malvado, mas não é... Só quando está de mau-humor. Quando está de bom humor pode ser o cara mais engraçado do mundo. Gosta de cabelos compridos e de exibir os músculos às vezes. Não gosta muito de ir à Igreja. Acho que é daí que vem sua fama de anticristo... ainda mais quando ele começa a tirar sarro da cara dos sacristões, e eles levam a sério! Gosta de andar de motocicleta, e é mecânico. Tem uma Harley Davidson. Teve vários filhos: Thrash, Melódico, Prog Metal, Death, Black, White, Doom, Gothic, que são muito unidos (com exceção do Black e do White, que nunca se entenderam) que vivem fazendo trabalhos em cooperação.

Thrash


Mais ágil que o pai, trabalha de ajudante de pedreiro, sendo mais forte. Um pouco violento de vez em quando, mas também é muito engraçado quando quer. Quando era pequeno engoliu uma escova de cabelo e desde então sua voz nunca mais foi a mesma.

Melódico


Costumava freqüentar a casa da Sra. Música Clássica quando era menor. É ator de teatro, fascinado por J.R.R. Tolkien e coisas medievais. É muito feliz, especialmente quando fala. Tanto que seu maior problema é que ele costuma se empolgar, e, por ter uma voz aguda, fica irritante escuta-lo. Adora coisas muito enfeitadas. Quer dar um presente pra ele? Compre um livro de fantasia com uma capa de veludo e com um marca-páginas bem grande, com gravuras da pintura barroca, bem detalhados.

Prog Metal

Costumava andar com o tio Prog, e aprendeu muitas manobras e acrobacias, e espera ser artista de circo também, mas não consegue fazer tudo por que é mais gordo, mais pesado, e tem o mesmo problema com exibicionismo.

Os irmãos Death e Black

Figuraças. Sabe os irmãos caverna? São iguaizinhos. São tão parecidos, que só dá pra distinguir quando o Black está de maquiagem, ou quando está mais enfeitado. Ninguém entende muito o que eles falam. Acredita-se que tenham uma linguagem própria. Mas sabe-se que quando o Black abre a boca é pra mandar Deus pr'aquele lugar, e dizer que o Diabo é o senhor dele. Trabalha com confecção de velas. O Death é meio estranho, trabalha de legista. Das vezes que se entendeu o que ele disse, ele só falava de como as pessoas morriam. Acho que o emprego dele o deixou meio neurótico. Gostam muito do Thrash. O Death costuma falar com o White às vezes, mas o Black nem chega perto. São muito violentos e estouradinhos. O Black é muito frio também, não tem pena de ninguém, e vive mutilando animais.

White

Indo na contra-mão do pai, é extremamente religioso. Detesta o Black, mas consegue conversar com o Death, e eles até trabalham juntos de vez em quando. Na Igreja do White, é claro. Seu único problema é que, para tentar parecer mais cristão, esquece que nasceu em uma família de peso, fazendo jejuns muito grandes e ficando muito leve.

Doom e Gothic

Outros muito parecidos. Só dá pra perceber a diferença por que o Gothic é mais calminho e vive bem equipado com coisas eletrônicas, enquanto o Doom às vezes lembra o Death, em alguns traços. Vivem reclamando da vida, falando de como sofrem... De como a vida é um inferno... Parecem um pouco com o Grunge quando começam a falar, mas diga isso pra eles e veja o que sobra de você! O Gothic gosta de coisas eletrônicas e trabalha consertando equipamentos e tem um timbre de voz ultra grave, mas só fala sussurrando. O Doom trabalha de coveiro.

Ah! Existe um cara aí dizendo que pertence a essa família, mas todo mundo sabe que ele só quer ter o sobrenome Metal por dinheiro. Ele é tão porco que às vezes lembra o Punk, é mais desafinado que o Grunge, e só é pesadão, mas não se alimenta bem, vive de porcaria. Conhecido como New Metal. Para se ter uma idéia, ele anda com um carinha muito chato chamado Hip-Hop!

(Ricardo de Goes Correia)

Um abraço!

MEMÓRIA 80/90 - Nº 16

Olá. Depois de um longo período ausente, reativo o Mundo Rocha. Para essa nova volta, posto hoje um quadro conhecido deste blog: o Memória 80/90. Acredito que muitos sites, blogs estão se referindo à perda do astro Michael Jackson. Claro que ele foi um ícone dos anos 80. Mas deixaremos o Michael para uma outra oportunidade aqui no blog e quem sabe faço uma homenagem a ele quando completar um ano de sua morte.

Dando início a postagem, falarei de 3 séries que marcaram a minha infância e de muita gente que passa por aqui. Uma americana, uma japonesa e outra brasileira.

A primeira:



A Extraterrestre (Out of This World) foi uma série transmitida pelo SBT no fim da década de 80. Sua personagem principal era uma adolescente cujo pai era um extraterrestre e, por isso, ela tinha alguns poderes. O poder que mais me encantava era o de parar o tempo com a união dos dedos indicadores. Até hoje, em situações em que o meu tempo é escasso, tenho vontade de ter esse poder. É quando lembro desta série.



Jiraya foi uma série exibida na extinta TV Manchete também no fim dos anos 80. Alguns anos depois, teve uma exibição ainda na fase inicial da Rede TV no fim dos anos 90. Embalou a infância de muita gente que estava no auge do Jaspion e Changeman, outras duas séries japonesas de muito sucesso por aqui.



A série Mundo da Lua foi exibida pela Rede Globo e TV Cultura - com mais frequência nesta - no início dos anos 90, mais precisamente em 1991. Lucas Silva e Silva, a grande estrela, era o garoto que realizava todos os seus sonhos através do seu gravador. Era uma espécie de diário. Para reforçar o elenco, estavam Antônio Fagundes e Gianfrancesco Guarnieri. Aqui, você pode assistir a um dos episódios da série. Eu não perdia nenhum episódio. A série ainda é transmitida pela TV Cultura em épocas alternadas.

Espero que tenham feito boas lembranças.

Um abraço!

SÓ AVISANDO...



Semana passada este blog completou dois anos de existência e considero que estou sendo bastante relapso com ele. E não é a primeira vez que isso acontece. Em virtude disso, a partir de Julho pretendo dar mais atenção a ele e voltar com as minhas postagens semanais e quem sabe com alguns textos durante a semana. E é claro, voltar a divulgá-lo com mais frequência.

Então até Julho. Aguardo visitas aqui.

POEIRA PUBLICITÁRIA - Nº 11

Olá, amigo(a) leitor(a). O tema de hoje do Poeira Publicitária é conscientização. Sabe aquelas propagandas em que o propósito é conscientizar as pessoas a ajudarem alguém ou deixarem de fazer algo maléfico? Pois é. Mostro hoje dois comerciais que marcaram época e que até hoje permanecem vivos na lembrança de muitas pessoas.



Criado pela Agência DPZ em 1980, o filme "Morte do Orelhão" contribuiu para que diminuisse o número de ataques por vândalos aos telefones públicos de São Paulo. O vídeo foi premiado. Infelizmente o vandalismo é um dos graves problemas das grandes cidades e, em muitos casos, é cometido por jovens mimados de classes média e alta.

Próximo:



Nos anos 90, a agência DM9DDB desenvolveu grtuitamente este belíssimo filme para um grupo de pais de crianças portadoras da Síndrome de Down. O vídeo encantou os brasileiros e ganhou diversos prêmios internacionais. Para acrescentar: foi em virtude deste comercial que a banda Radiohead tornou-se conhecida no Brasil.

Para encerrar, posto mais um vídeo que não tem tanta poeira assim por ter apenas um ano que foi veiculado; mas eu não poderia deixar de fora e aproveitar o embalo do tema de hoje:



Desenvolvido pela Y&R, o vídeo para a Santa Casa conscientiza as pessoas a serem doadoras de órgãos. E o resultado foi satisfatório. Em apenas três meses de veiculação da campanha, a Santa Casa aumentou a captação de órgãos em 30%.

Campanhas das categorias citadas na postagem de hoje são bastante comuns no exterior. E, além do mais, muitas delas são chocantes ao extremo. Em breve postarei aqui algumas campanhas internacionais com temas de conscientização. Os publicitários gringos não têm piedade quando se trata desse assunto.

Um abraço e até a próxima.

DEUS



Olá, queridos leitores. O título da postagem de hoje é forte, assim como é complicado falar sobre esse assunto em tempos atuais. Parece que virou moda ser ateu e hoje, pelo que pude observar, ser ateu significa também ter uma certa vantagem superior no que diz respeito a ser inteligente e intelectual.

Resultado disso, a Igreja - a Católica - que antes era considerada a pop está perdendo espaço ou para esses pseudointelectuais ou para a concorrência que surge aos montes. Sim, hoje a fé se tornou uma espécie de produto que é produzido em série por diversas empresas (igrejas) e cada uma tenta a todo custo conquistar novos consumidores (fiéis). O pior é quando o consumo tem a ver realmente com o quesito financeiro. Falo de grana mesmo. A fé se tornou algo comercial e mercadológico.

Será por isso então que a igreja católica está cada vez mais perdendo espaço? O publicitário Alex Periscinoto tem um texto muito interessante intitulado "A Palestra dos Bispos" que fala sobre uma palestra realizada por ele em 1977 para a CNBB que repercutiu bastante. Nesta palestra foram apresentadas aos bispos diversas analogias que relacionam a Igreja à Propaganda. Segundo a observação de Periscinoto, as técnicas utilizadas na profissão de publicitário foram todas criadas pela Igreja. Em alguns momentos do texto, percebe-se que há mais de 30 anos a Igreja já estava em crise perdendo fiéis e vendo jovens se afastando dela. No texto também, o autor dá algumas dicas do que a Igreja pode aproveitar para atrair mais fiéis utilizando-se da comunicação, principalmente a televisão.

Será que é mesmo necessário comprar a fé? Sou cristão, tenho a minha religião (católica) e apesar de preferir a minha devoção isolada, ter minha conversa particular com Deus, concordo com muito do que é dito no texto e desaprovo muito do que hoje tem sido feito para atrair mais fiéis. Acredito que a Igreja deveria se preocupar mais em propagar a fé ao invés de impor algumas regras impostas por ela que fazem parte de todo um acervo do qual outras regras já foram quebradas, até mesmo alguns protocolos da realização de uma missa. Enquanto a Igreja "bate boca" contra a camisinha, os pecados capitais e diversas regras impostas por elas em tempos remotos, seus fiéis estão indo para outras igrejas e consumindo um Deus por meio de outras visões e outros comportamentos.

Cheguei aonde eu queria: o consumo de Deus. Será mesmo que Deus gostaria de fazer parte da vida de um ser humano dessa forma? Como um produto a ser consumido por meio de dízimos, cifrões? Hoje pra tudo que envolve uma prática religiosa está envolvida a troca do dinheiro. Uma simples reunião na casa de alguém para adorar nosso Pai não sai por menos de R$ 10,00 de cada um para despesas de não sei lá o quê que sempre existem. Será que nem mais a fé pode ser alcançada pelos pobres? Outra coisa que percebo que tem afastado os fiéis de Deus é a arrogãncia por parte de muitas ordens religiosas. Pior que a arrogância é o preconceito. Meu Deus!! A minha igreja vê com maus olhos aquele que não segue à risca direitinho todos os mandamentos. Esquecem o quanto somos bons, o quanto somos humildes e generosos, mas não esquecem e fazem questão de recriminar porque não o cidadão não foi à missa no último domingo ou porque a esposa dele não veste saias compridas.

Acredito que devemos adorar à Deus, sim. Contudo, não devemos ter preconceitos e tratar mal àqueles que ofendem e ferem o Criador e seu filho. Quem somos nós para julgá-los? Deus nos deu o livre arbítrio, vai de cada um arcar com suas consequências depois. Aqui se faz, aqui se paga. Se hoje você é ruim com alguém, sua atitude será recíproca cedo ou tarde. O mesmo vale para a bondade. Só não devemos ser julgados e crucificados da mesma forma que foi o Filho de Deus, só porque não seguimos ao pé da letra regras determinadas por esta ou aquela religião. Amar o nosso Deus e ajudar o próximo, já está bom demais para a humanidade.

Pra quem tiver interesse em ler o texto do Alex Periscinoto, ele está reproduzido aqui.

Fique com Deus e até o próximo post.