domingo, 22 de março de 2009

MEMÓRIA 80/90 - Nº 15

Olá. Trago no Memória 80/90 de hoje mais uma série de desenhos animados que fizeram parte da infância de muitos leitores deste blog. Vamos relembrar juntos, então.



O Pole Position foi um desenho que surgiu no auge dos videogames. Com o sucesso que os games estavam conquistando no início dos anos 80 (ver última edição no Memória 80/90), a tendência foi que alguns desses games também se tornassem desenhos animados. O Pole Position foi nessa onda, após ter sua popularidade em alta no Atari. O sucesso do desneho nos Estados Unidos não durou muito tempo em meio à crise dos videogames, mas no Brasil fez parte da grade infantil do SBT e hoje nos traz muitas lembranças.



O desenho foi originado da série que fez grande sucesso nos anos 80. A diferença da série para o desenho é que Punky Brewster, a garotinha abandonada pelos pais, tinha um amigo que vivia do outro lado de um arco-íris: o Glover. Todos os seus amigos da série participam do desenho; inclusive o Henry (Arthur Bicudo), seu pai adotivo. Particularmente eu gostava mais do desenho.



Ah, esse eu gostava muito. Os Fantasmas foi um desenho que deu continuidade à série Trio Calafrio produzido por atores reais na década de 70. O desenho foi exibido pelo SBT entre os anos de 1988 e 1993. Era meio que confundido com o desenho do filme Caça-Fantasmas que foi lançado na mesma época. Os heróis Jake, Eddie e o gorila Tracie se metiam em várias confusões combatendo os mais diversos violões e, é claro, fantasmas.

Ah, a nossa velha infância. Um abraço e até a próxima.

sábado, 14 de março de 2009

É proibido reprovar!



Em 1996, as escolas da rede estadual do Estado de São Paulo ficaram proibidas de reprovarem seus alunos. O argumento? Diminuir a evasão escolar. Depois, outros Estados resolveram fazer o mesmo. Talvez para o sistema educacional aparecer bonito anos depois em estatísticas ilusórias de desempenho da educação brasileira - em se tratando de aprovação, é claro. Só sei que nunca fui a favor desse projeto.

Já paguei por ter sido vagabundo (isso mesmo) durante um ano letivo no ensino fundamental. Fiz a 5ª série novamente porque tinha preguiça de estudar, só levava as coisas na brincadeira. Isso foi em 1994, após ter completado 12 anos de idade. Eu já havia perdido um ano por ter entrado com atraso na escola e a situação se agravou mais ainda. Apesar de ter aprendido a ler praticamente sozinho aos cinco anos por meio de gibis, tive meus momentos precoces e também tardios.

Mas nada foi tão traumatizante e ao mesmo tempo motivador do que ter que repetir o ano. Aprendi muitas lições com isso. Não estou querendo dizer que ter repetido o ano foi um mérito pra mim. Pra ser sincero, tenho até vergonha disso. Mais vergonha ainda senti dos professores da época, que me consideravam um aluno exemplar. Após isso também não fui o primeiro da classe e nem era o considerado santo. Comportamento normal.

Agora, por causa de uma tal de progressão continuada, os alunos não podem mais reprovar. Tadinhos deles. Vai atrasá-los na escola se reprovarem. Resultado disso: o analfabetismo funcional. O que se vê de gente escrevendo errado com o ensino médio completo não é brincadeira. E isso se estende para o curso superior. Isso quando esse aluno se preocupa em cursar uma universidade.

Há teóricos, pedagogos e pais que aprovam o sistema. Utilizam vários argumentos em defesa. Mas os argumentos de quem é contra ainda são maiores. E por incrível que pareça, tem até mãe querendo acabar com isso com o argumento de que o filho não aprende nada e sai da escola mais burro. Culpa dos professores? Em parte sim. Mas sou a favor da frase que diz que a escola é o aluno quem faz. E isso ganha mais força ainda no ensino superior.

Contudo, fico feliz em saber que tem alguns lugares que já perceberam que isso é a maior besteira e estão fazendo de tudo pra voltarem a ser como era antes. A cidade de Várzea Paulista , no interior de São Paulo, acabou com a progressão continuada. Ou seja, se não alcançou a média está reprovado. E ponto final. É no mínimo o correto.

domingo, 1 de março de 2009

Poeira Publicitária - Nº 10

Olá a todos! Depois de um texto cheio de saudades, onde relembrei os meus bons tempos do Ensino Médio, publico hoje a primeira edição do Poeira Publicitária de 2009. E para uma volta em grande estilo, a edição de hoje mostra mais uma vez os comerciais antigos que são os meus preferidos: os de automóveis.



Não sei se em 1978 todos amavam esse carro da mesma forma que hoje muitos nem cogitam em tê-lo (usado, é claro). Mas, como sugeriu o comercial, ele talvez tenha sido mesmo o mais amado do Brasil. O carro foi lançado na década de 70 e o seu nome é uma homenagem à capital federal, que na época era símbolo de cidade jovem e moderna; características estas que associaram ao veículo. Resumindo: um dia Brasília já foi carrão.



Na década de 80 a Ford lançou a Pampa, derivada do Corcel II. Em cada novo lançamento, o automóvel se fazia presente na mídia. O comercial acima é de 1984 e serviu para o lançamento da Pampa 4x4, que na época era o único veículo pick-up derivado de um carro de passeio com tração nas quatro rodas. O sucesso da Pampa foi tão grande que até hoje - para muitas pessoas - ela é sinômimo de pick-up.

E para encerrar:



O Palio foi lançado em 1996. Depois surgiram os outros veículos da linha Palio como o Strada (1998), Siena (1997) e o Weekend (fim de 1996). No começo, o Palio era somente mais um carro no meu ponto de vista. Mas depois desse comercial de lançamento do Weekend, eu passei a olhar a família Palio com outros olhos. E acredito que não foi somente eu, mas muitos se encantaram com esse comercial que se tornou inesquecível. A procura não foi somente pelo Weekend. Toda a linha Palio explodiu em vendas. Isso foi o princípio do sucesso da Fiat nos anos 2000. Ninguém mais via aquela fabricante italiana que se instalou no Brasil nos anos 70, com ar de desconfiança. A Fiat estava consolidada definitivamente. Enfim, os peixinhos do Fiat Palio ficaram para sempre na memória da Propaganda brasileira.

Um abraço e até a próxima.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

1999 - ESCOLA HISTÓRIA

Há dez anos, os primeiros dias de 1999 foram marcados pela ansiedade de encontrar um novo mundo. Um mundo diferente daquilo que antes eu vivia. E eu tinha a completa certeza de que teria uma mudança total em minha vida. Seriam novos hábitos, novos comportamentos, novas pessoas das quais eu iria dividir momentos inesquecíveis.

Essa ansiedade foi interrompida por um trágico problema familiar que durou por alguns meses e que a mão de Deus (literalmente) contribuiu para que tudo voltasse aos poucos à normalidade. Problema este que hoje só quero esquecer.

Agora, o que não quero esquecer foram os momentos incríveis e marcantes que paralelamente a esse infeliz ocorrido me acalmaram e por muito tempo depois me fizeram crer que estava dando um novo passo em minha vida.

Entre paredes de concreto cercadas do mais intenso verde, descobri que os ensinamentos da vida estavam nas coisas simples, na união, nos sorrisos, na música, no abraço do próximo.

Tratava-se de uma segunda-feira nublada com ameaças de chuva, típica de época do ano na cidade de Manaus-AM. Dezenas de jovens entre 13 e 17 anos encontravam-se concentrados e ao mesmo tempo dispersos, meio desconfiados, olhando um para o outro, sem saber que aquele desconhecido ao lado até o momento, iria se tornar o seu amigo do peito, o seu irmão e que você seria capaz de defendê-lo a todo custo.

Após um sinal com som de sirene, todos se dirigiram ao espaço de alguns metros quadrados que seria o abrigo cultural daqueles 40 jovens que depois foram se somando a outros e formando assim uma família. Esse mesmo sentimento do novo era sentido nos outros três espaços, que também foram preenchidos por mais 40 jovens cada um.

Aos poucos aqueles rostos que antes eram estranhos, foram se conhecendo, se descobrindo e cada cantinho daquele novo lugar era explorado, pois seria lá a segunda casa de todas aquelas pessoas.

Eu fazia parte desse cenário. Um ambiente onde era bonito ver diferentes classes sociais se juntando sem se importar pelo o que um tinha e o outro não. A amizade e o carinho pelo próximo falavam mais alto. As indiferenças eram defendidas pela camaradagem, mesmo que fossem em um salto ao vento para defender um amigo em apuros. As rodas de violão; a aproximação com a música; os mestres que se mostravam ao mesmo tempo amigos e atenciosos; os servidores que mesmo com caras de mau só queriam o nosso bem; os estudos em grupo; as festas temáticas; as rodadas de sorvete na estação de ônibus; as gincanas onde cada metro quadrado daquele que citei, disputavam um com o outro de forma sadia e divertida; as brincadeiras, algumas de mau gosto, é claro, mas que tinham apenas um objetivo: arrancar um sorriso no rosto de cada um.

Para a maioria, se passava mais tempo naquele lugar do que em suas próprias casas. Era o berço cultural, o berço da amizade, o berço da emoção. Embalados por um clima de harmonia e felicidade (tristezas também), esses jovens puderam conviver durante três anos um prazer para ser levado para toda a vida. Alguns ficaram no meio do caminho, outros se foram para outros lugares, mas cada um deixou sua marca, a sua lembrança, a sua paz.

E no último dia, já em 2001, quando o silêncio e o vazio praticamente tomavam conta daquele lugar, poucos ainda faziam questão de estarem ali. Olhando e guardando na memória cada pedacinho, fazendo uma espécie de retrospectiva - na mente - de todos os momentos ali vividos durante aqueles três anos. Algumas lágrimas caíram de alguns olhos, umedecendo a face que tanto sorriu. Era uma lágrima que dizia que encerrava ali uma etapa da vida que não voltaria, mas que o aprendizado e a formação estavam concluídos. Não somente uma formação escolar, mas uma formação pessoal, de vida, de caráter. Muitos entraram ali meninos e meninas e saíram homens e mulheres, mesmo que ainda como se fosse um bebê aprendendo a andar.

No ano seguinte, nada daquilo existia. Não haviam mais os velhos rostos, as paredes, as reuniões, as responsabilidades... O caminho agora era outro. Novas responsabilidades estavam surgindo. Contudo, nada fez separar e acabar com aquela amizade. Nunca foi possível reunir todos juntos outra vez. Mas, o certo é que a essência continuou viva e perdura até hoje, apesar da responsabilidade e da distância que, por muitas vezes, afasta em um cotidiano aqueles meninos de outrora.

A lembrança ainda existe. Dez anos se passaram e quando esses homens se reencontram, eles voltam a ser aqueles mesmos meninos que brincavam, se uniam e cresciam em um ambiente chamado UnED.



domingo, 1 de fevereiro de 2009

MEMÓRIA 80/90 - Nº 14

É com orgulho que posto a primeira edição do Memória 80/90 do ano. O de hoje foi inspirado em uma conversa que tive durante a semana passada sobre tecnologia e o rumo chegou aos games. Vamos a eles, então.



Falou em símbolo de tecnologia dos anos 80, falou em Atari. O vídeo game revolucionário, a sensação da garotada (de alto poder aquisitivo dos pais, é claro). O aparelho Atari 2600 (principal da empresa) chegou ao Brasil em 1983 e foi uma febre. Muitos de seus jogos são conhecidos até hoje. O console foi o pioneiro na venda de jogos separadamente por meio de cartuchos. A empresa fabricante lucrou tanto com a venda do game que a ganância subiu à cabeça de seus proprietários. Resultado: muitos funcionários, programadores e colaboradores que eram os maiores responsáveis pelo sucesso do jogo decidiram sair da empresa e se tornarem concorrentes. A concorrência aumentou e isso foi despencando as vendas da Atari. A qualidade dos jogos da concorrência era sem dúvidas superior. Além do mais, meio que obrigaram um dos melhores programadores a produzir um jogo em tempo recorde (a méda era de 5 meses) para chegar ao mercado no natal de 1983. O jogo foi um desastre e isso só contribuiu para a falência da empresa. Apesar disso, nada tirou o símbolo saudosista anos 80 do Atari 2600. Ah, qual era o jogo? E.T. the Extraterrestrial.



Por sua vez, o Odyssey, video game lançado pela Philips em 1981 (1983 no Brasil), foi um forte concorrente no auge do Atari. Seu formato parecido com os microcomputadores da época, por possuírem um teclado embutido, foi o grande diferencial. Mesmo não tendo o mesma popularidade do Atari, o console foi líder de vendas na Europa e popularizou no Brasil o famoso jogo Pac Man, conhecido por nós por Come-Come.



O início dos anos 90 foi marcado pelo sucesso do console Mega Drive de 16 bits, fabricado pela Sega. Seu jogo mais famoso era do personagem Sonic, um ouriço azul que salvava os animais de seu planeta. No Brasil, foi comercializado pela Tec Toy, fabricante de brinquedos eletrônicos. O Mega Drive colocou em definitivo no fundo do baú os outros games de 8 bits dos anos 80.



Para competir com o Sonic, eis que surge o Mario com o Super Nintendo - ou SNES- no ano de 1992, que foi o console mais popular dos anos 90, fazendo da Nintendo a líder do segmmento, chegando a vender mais de 50 milhões de modelos em todo o mundo. (O meu ainda está guardado em uma caixa). Todo esse sucesso contribuiu para que o video game se popularizasse com dezenas de opções de jogos de 16 bits até o ano de 1997 quando deixou de ser fabricado, dando espaço para os games de 32 e 64 bits. Mas até hoje, os jogos do Super Nintendo são muito queridos e procurados.

A tecnologia sempre nos surpreende. Um abraço e até a próxima.