segunda-feira, 27 de julho de 2009

POEIRA PUBLICITÁRIA - Nº 12

Olá a todos. O Poeira Publicitária deste mês relembra comerciais antigos do tempo em que as cores da TV se resumiam em preto e branco. Bom para observarmos como era feita a Publicidade naquela época. Vejamos três comerciais clássicos com esta característica:




O Leite Sol tornou-se o preferido da criançada no início da década de 60 em virtude deste comercial. Nada como uma animação e um jingle animado para fazer com que a campanha fosse um sucesso e também a preferência das donas de casa em cada ida ao supermercado.



Toddy dá inteligência! Que apelo, hein? Provavelmente este apelo não seria permitido nos dias de hoje. Ou sim, vai saber. Hoje a preocupação com a Publicidade enganosa está mais evidente. O CONAR marca em cima. O que sabemos é que o Toddy é o principal concorrente do Nescau e há décadas disputa espaço na mesa dos consumidores de achocolatados em pó.



O casal Gotinha Esso foi a mascote da empresa nos anos 50. Foram criados vários VTs para divulgar os produtos Esso. O casal se tornou bastante popular com o comercial sendo transmitido no horário nobre da TV brasileira. Até hoje o casal é lembrado e deixou para sempre a sua marca na memória da Publicidade brasileira.

Até a próxima.

domingo, 5 de julho de 2009

MEMÓRIA 80/90 - Nº 16

Olá. Dando início a postagem, falarei de 3 séries que marcaram a minha infância e de muita gente que passa por aqui. Uma americana, uma japonesa e outra brasileira.

A primeira:



A Extraterrestre (Out of This World) foi uma série transmitida pelo SBT no fim da década de 80. Sua personagem principal era uma adolescente cujo pai era um extraterrestre e, por isso, ela tinha alguns poderes. O poder que mais me encantava era o de parar o tempo com a união dos dedos indicadores. Até hoje, em situações em que o meu tempo é escasso, tenho vontade de ter esse poder. É quando lembro desta série.

Jiraya foi uma série exibida na extinta TV Manchete também no fim dos anos 80. Alguns anos depois, teve uma exibição ainda na fase inicial da Rede TV no fim dos anos 90. Embalou a infância de muita gente que estava no auge do Jaspion e Changeman, outras duas séries japonesas de muito sucesso por aqui.



A série Mundo da Lua foi exibida pela Rede Globo e TV Cultura - com mais frequência nesta - no início dos anos 90, mais precisamente em 1991. Lucas Silva e Silva, a grande estrela, era o garoto que realizava todos os seus sonhos através do seu gravador. Era uma espécie de diário. Para reforçar o elenco, estavam Antônio Fagundes e Gianfrancesco Guarnieri. Aqui, você pode assistir a um dos episódios da série. Eu não perdia nenhum. A série ainda é transmitida pela TV Cultura em épocas alternadas.

Espero que tenham feito boas lembranças.

Um abraço!

domingo, 19 de abril de 2009

POEIRA PUBLICITÁRIA - Nº 11

Olá, amigo(a) leitor(a). O tema de hoje do Poeira Publicitária é conscientização. Sabe aquelas propagandas em que o propósito é conscientizar as pessoas a ajudarem alguém ou deixarem de fazer algo maléfico? Pois é. Mostro hoje dois comerciais que marcaram época e que até hoje permanecem vivos na lembrança de muitas pessoas.



Criado pela Agência DPZ em 1980, o filme "Morte do Orelhão" contribuiu para que diminuisse o número de ataques por vândalos aos telefones públicos de São Paulo. O vídeo foi premiado. Infelizmente o vandalismo é um dos graves problemas das grandes cidades e, em muitos casos, é cometido por jovens mimados de classes média e alta.

Próximo:


Nos anos 90, a agência DM9DDB desenvolveu gratuitamente este belíssimo filme para um grupo de pais de crianças portadoras da Síndrome de Down. O vídeo encantou os brasileiros e ganhou diversos prêmios internacionais. Para acrescentar: foi em virtude deste comercial que a banda Radiohead tornou-se conhecida no Brasil.

Para encerrar, posto mais um vídeo que não tem tanta poeira assim; mas eu não poderia deixar de fora e aproveitar o embalo do tema de hoje:



Desenvolvido pela Y&R, o vídeo para a Santa Casa conscientiza as pessoas a serem doadoras de órgãos. E o resultado foi satisfatório. Em apenas três meses de veiculação da campanha, a Santa Casa aumentou a captação de órgãos em 30%.

Campanhas das categorias citadas na postagem de hoje são bastante comuns no exterior. E, além do mais, muitas delas são chocantes ao extremo. Em breve postarei aqui algumas campanhas internacionais com temas de conscientização. Os publicitários gringos não têm piedade quando se trata desse assunto.

Um abraço e até a próxima.

domingo, 22 de março de 2009

MEMÓRIA 80/90 - Nº 15

Olá. Trago no Memória 80/90 de hoje mais uma série de desenhos animados que fizeram parte da infância de muitos leitores deste blog. Vamos relembrar juntos, então.



O Pole Position foi um desenho que surgiu no auge dos videogames. Com o sucesso que os games estavam conquistando no início dos anos 80 (ver última edição no Memória 80/90), a tendência foi que alguns desses games também se tornassem desenhos animados. O Pole Position foi nessa onda, após ter sua popularidade em alta no Atari. O sucesso do desneho nos Estados Unidos não durou muito tempo em meio à crise dos videogames, mas no Brasil fez parte da grade infantil do SBT e hoje nos traz muitas lembranças.



O desenho foi originado da série que fez grande sucesso nos anos 80. A diferença da série para o desenho é que Punky Brewster, a garotinha abandonada pelos pais, tinha um amigo que vivia do outro lado de um arco-íris: o Glover. Todos os seus amigos da série participam do desenho; inclusive o Henry (Arthur Bicudo), seu pai adotivo. Particularmente eu gostava mais do desenho.



Ah, esse eu gostava muito. Os Fantasmas foi um desenho que deu continuidade à série Trio Calafrio produzido por atores reais na década de 70. O desenho foi exibido pelo SBT entre os anos de 1988 e 1993. Era meio que confundido com o desenho do filme Caça-Fantasmas que foi lançado na mesma época. Os heróis Jake, Eddie e o gorila Tracie se metiam em várias confusões combatendo os mais diversos violões e, é claro, fantasmas.

Ah, a nossa velha infância. Um abraço e até a próxima.

sábado, 14 de março de 2009

É proibido reprovar!



Em 1996, as escolas da rede estadual do Estado de São Paulo ficaram proibidas de reprovarem seus alunos. O argumento? Diminuir a evasão escolar. Depois, outros Estados resolveram fazer o mesmo. Talvez para o sistema educacional aparecer bonito anos depois em estatísticas ilusórias de desempenho da educação brasileira - em se tratando de aprovação, é claro. Só sei que nunca fui a favor desse projeto.

Já paguei por ter sido vagabundo (isso mesmo) durante um ano letivo no ensino fundamental. Fiz a 5ª série novamente porque tinha preguiça de estudar, só levava as coisas na brincadeira. Isso foi em 1994, após ter completado 12 anos de idade. Eu já havia perdido um ano por ter entrado com atraso na escola e a situação se agravou mais ainda. Apesar de ter aprendido a ler praticamente sozinho aos cinco anos por meio de gibis, tive meus momentos precoces e também tardios.

Mas nada foi tão traumatizante e ao mesmo tempo motivador do que ter que repetir o ano. Aprendi muitas lições com isso. Não estou querendo dizer que ter repetido o ano foi um mérito pra mim. Pra ser sincero, tenho até vergonha disso. Mais vergonha ainda senti dos professores da época, que me consideravam um aluno exemplar. Após isso também não fui o primeiro da classe e nem era o considerado santo. Comportamento normal.

Agora, por causa de uma tal de progressão continuada, os alunos não podem mais reprovar. Tadinhos deles. Vai atrasá-los na escola se reprovarem. Resultado disso: o analfabetismo funcional. O que se vê de gente escrevendo errado com o ensino médio completo não é brincadeira. E isso se estende para o curso superior. Isso quando esse aluno se preocupa em cursar uma universidade.

Há teóricos, pedagogos e pais que aprovam o sistema. Utilizam vários argumentos em defesa. Mas os argumentos de quem é contra ainda são maiores. E por incrível que pareça, tem até mãe querendo acabar com isso com o argumento de que o filho não aprende nada e sai da escola mais burro. Culpa dos professores? Em parte sim. Mas sou a favor da frase que diz que a escola é o aluno quem faz. E isso ganha mais força ainda no ensino superior.

Contudo, fico feliz em saber que tem alguns lugares que já perceberam que isso é a maior besteira e estão fazendo de tudo pra voltarem a ser como era antes. A cidade de Várzea Paulista , no interior de São Paulo, acabou com a progressão continuada. Ou seja, se não alcançou a média está reprovado. E ponto final. É no mínimo o correto.